Padarias faturam com encomendas natalinas

Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
Padarias faturam com encomendas natalinas
A padaria Vianney, por exemplo, espera vender 30% a mais que no Natal do ano passado - Crédito: CHARLES SILVA DUARTE

A poucos dias do Natal, padarias da Capital e da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) já entregam as primeiras encomendas de cestas, ceias, bolos e panetones. Empresas e consumidores em geral buscam praticidade também para celebrar o fim do ano e o cardápio natalino se tornou mais uma estratégia para elevar as vendas e os negócios. Para este exercício, a expectativa da Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão) é de alta de 5% sobre a data no ano anterior.

De acordo o presidente da entidade, Vinicius Dantas, cada vez mais os estabelecimentos estão buscando atrelar a qualidade dos produtos ao bom serviço prestado. Segundo ele, esta é uma forma que o setor encontrou de se reinventar e acompanhar as mudanças no comportamento do consumidor.

“O mercado de comidas prontas é o que mais cresce no setor. Afinal, o produto finalizado é mais barato e está aliado à praticidade. Por isso, temos visto cada vez mais os estabelecimentos oferecendo uma gama de produtos diversificados, incluindo os artesanais e atrações musicais e de entretenimento. Estamos trabalhando novos hábitos e conceitos e quem apresentar esses diferenciais vai crescer acima da média”, explicou.

A padaria Vianney, localizada no bairro Funcionários, por exemplo, espera vender 30% a mais que no Natal do ano passado. A diretora-executiva do estabelecimento, Isabella Carneiro Santiago, afirmou que o aumento está relacionado a uma combinação de fatores, como a diversidade e a qualidade dos produtos oferecidos e o diferencial do comércio on-line.

“Aceitamos encomendas pelo e-commerce, o que facilita ainda mais a vida do consumidor. Sem contar que nosso cardápio é bem extenso e inclui entradas frias e quentes, diversas opções de prato principal, sobremesas e bebidas. Além disso, nossos panetones e chocotones artesanais são muito procurados para consumo próprio ou para brinde das empresas”, destacou.

No caso da Padaria Empório Boutique dos Pães, com duas unidades em Contagem, a aposta ficou por conta da criatividade para repaginar produtos comuns e deixá-los com a cara do Natal. O gerente Joaquim Ferreira afirmou que a novidade tem agradado tanto os clientes diretos quanto as empresas parceiras da padaria.

“São elementos criativos que estão funcionando como são diferenciais. Os panetones doces e salgados estão fazendo o maior sucesso na loja e nos coffee breaks empresariais”, disse.

Segundo ele, para a data especificamente estão sendo aceitas encomendas de ceias completas. Diante disso, também é esperado um aumento de 30% nas vendas sobre o mesmo período anterior.

Já na Villa Castelli, no bairro Castelo, a estratégia inclui não apenas os produtos típicos e carnes assadas, mas também decoração natalina e promoções especiais. De acordo com a proprietária, Elisângela Ribeiro, os eventos festivos como Dia das Mães, Festa Junina, Dia das Crianças e dos Pais já viraram o diferencial da padaria, que oferece ambiente agradável com café colonial, música ao vivo, produtos típicos e sorteio de brindes. E no Natal não poderia ser diferente.

“Apesar do clima festivo, o cliente continua consumindo com cautela e precisamos oferecer a ele alguns diferenciais. Por isso, nos próximos dias, além dos tradicionais produtos, como pães, bolos e pizzas, teremos também os típicos da data e o Café com Música neste domingo com repertório especial”, garantiu.

Supermercados não preveem alta nas vendas

Neste fim de ano, quase metade (47%) dos empresários do ramo de supermercados estima que o volume de vendas ficará no mesmo nível do de 2018. Segundo sondagem divulgada na sexta-feira (20) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), 37% dos gestores acreditam que as comemorações natalinas e de réveillon vão impulsionar o consumo.

Para obter as respostas, a entidade aplicou um questionário on-line, que encaminhou a 92 redes supermercadistas de todas as regiões do Brasil. A Abras estima que, no período, as vendas aumentem 7,85%. Além dos empresários que acreditam em uma variação positiva do índice ou em um quadro de estagnação, há uma terceira parcela, com menos otimismo. Ao todo, 16% acreditam que o desempenho será pior do que o do ano passado.

Entre os empresários que expressam confiança, a projeção de crescimento é de 12,3%, superando o resultado esperado pela Abras. A expectativa é que as vendas do item mais tradicional nas festas natalinas, o peru, apresentem aumento de 14%, o que representa mais 6,9 pontos percentuais em relação a 2018.

Em nota, a associação complementa as informações do panorama de fechamento do ano para o setor. “Dos supermercadistas entrevistados, 45% irão contratar mão de obra temporária, ante 33% em 2018, um crescimento de 12 pontos percentuais, principalmente impulsionados pelo aumento no movimento nas lojas durante o final do ano e devido ao melhor desempenho do varejo em 2019”, diz a Abras.

A perspectiva do setor é de que sejam geradas 30 mil vagas de emprego temporário nesse período de festas. A maioria das funções é de âmbito operacional, como de empacotador (43,5%), operador de caixa (37%) e repositor (35,9%).

Carnes – Quanto ao mercado de carne bovina, o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, afirma que o consumidor deve continuar pagando mais pelo produto. “O próprio governo já se pronunciou dizendo que o preço estava defasado e, mesmo com uma eventual queda nas exportações à China, o preço da carne não deverá baixar”, destacou Sanzovo. (ABr)

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/


Publicidade Legal

Impresso

Ver outras datas

Digital

Ver outras datas
Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas

Acessos importantes

Conteúdo Especial
Conectados 60+: os desafios e as oportunidades da inclusão digital na terceira idade