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Coronavírus Negócios

Pandemia acelera processo de digitalização das empresas

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Paulo Batista e Claudia Ligório: crescimento de 1.000% | Crédito: Divulgação

A necessidade da busca por novas estratégias de vendas diante das medidas de distanciamento social em combate ao novo coronavírus (Covid-19) acelerou o processo de digitalização de empresas de diversos setores em Minas Gerais.

Do produtor rural ao microempreendedor individual (MEI), que viram suas receitas cair, diretores de grandes empresas e instituições buscaram modernizar seus processos diante também das novas formas de consumo.

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O estudo mais recente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) sobre o assunto indica que 34% dos empreendimentos mineiros estão apostando nas vendas pelas redes sociais, sites, aplicativos ou telefone no período da pandemia. E que 44% dos estabelecimentos tiveram que adaptar o funcionamento do negócio para a nova realidade.

Ainda segundo a pesquisa, dos pequenos negócios do Estado que estão apostando nas vendas on-line, 32% estão usando as redes sociais, 10% utilizam aplicativos de entrega e/ou telefone e 5% estão vendendo pelo site.

De acordo com a analista do Sebrae Minas, Marina Moura, a digitalização dos processos já era uma tendência, mesmo antes da chegada da doença ao País. No entanto, muitos empresários, especialmente os pequenos, resistiam às mudanças. Com as medidas de distanciamento social e o impedimento do funcionamento físico, precisaram correr contra o tempo e se adaptar.

“Anunciadas as primeiras medidas, o crescimento da busca por um apoio nesta transição foi exponencial. Os principais pedidos de auxílio e orientação ocorreram e ocorrem no campo do marketing digital e no apoio às vendas on-line”, citou.

O Sebrae, por sua vez, desde o início abasteceu o portal com material de apoio e informativo como vídeos, ebooks e aulas, visando orientar o máximo os empresários.

“Muitos também entram em contato em busca de capacitação nas áreas de finanças e controle de caixa, outra parte imprescindível para o negócio sobreviver a esse período. A orientação é estruturar o fluxo de caixa da empresa, para depois buscar a adaptação do modelo de negócio ao ambiente digital”, explicou.

Neste sentido, Marina Moura lembrou que o empreendedor precisa conhecer e entender o novo ambiente que vai encontrar no período pós-pandemia, avaliando em qual medida seus serviços ou produtos deverão se adaptar. Neste momento, conforme ela, o empresário precisa se desapegar a antigas ideias e processos e pensar também nas novas necessidades do consumidor.

Criatividade – “Alguns negócios não terão mais espaço no chamado “novo normal”. Além disso, setores da economia criativa, como música, artes e turismo serão os últimos a se recuperar da crise. Então, quanto mais rápido as empresas conseguirem vislumbrar novos nichos de mercado e alternativas inovadoras, mais facilmente elas conseguirão se recuperar”, alertou.

No caso do agronegócio, a transformação foi ainda maior. A coordenadora do escritório de inovação Instituto Antônio Ernesto de Salvo (Inaes) do Sistema Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Gisele Ramos, disse que no setor as pessoas estavam ainda mais distantes do universo digital e muitos produtores nem faziam uso de redes sociais.

Com a chegada do vírus no Brasil e o distanciamento social, veio a necessidade da aproximação com os consumidores por outros canais e a corrida contra o tempo para amenizar os impactos nos negócios.

“Isso foi notável principalmente junto àqueles que fazem algum tipo de beneficiamento como queijos, derivados e compotas. E a partir desta demanda, vimos também o surgimento de algumas plataformas em vistas de proporcionar esse relacionamento e utilizando as redes como apoio”, afirmou.

Gisele Ramos destacou a necessidade da adaptação não apenas durante este período, mas de maneira definitiva, levando em consideração outros benefícios, como o ganho de escala. “O produtor vai perceber que estas medidas impulsionam o negócio. Com as ferramentas digitais ele alcança mais pessoas em outras regiões”, alertou.

Fazendinha – E quem não consegue se reinventar sozinho, além de contar com as orientações e capacitações das entidades, parte para negócios coletivos e parcerias digitais.

No caso do pequeno produtor, uma boa opção é a Fazendinha em Casa, uma foodtech que nasceu em 2016 com o intuito de aproximar quem produz de quem consome. Por meio de um marketplace, produtores de alimentos orgânicos, produtos típicos e locais comercializam seus produtos na plataforma, que são entregues ao consumidor com um frete único.

Quem explica é a fundadora e CEO da Fazendinha, Claudia Ligorio. Segundo ela, com a pandemia, o crescimento de produtores que comercializam pela plataforma aumentou em 1.000%.

“Nós projetávamos esse crescimento para os próximos dois anos, mas já estávamos preparados. A compra de itens de dispensa por delivery ainda não era habitual entre o consumidor brasileiro, mas agora veio para ficar”, destacou.

A procura pelos serviços da startup veio, conforme ela, à medida que os produtores foram percebendo o distanciamento dos clientes, o cancelamento de feiras e a perda de produtos. Como o propósito da empresa sempre foi o de reunir, por meio da tecnologia, produtores agroecológicos típicos e fazê-los chegar a mesa dos brasileiros, o momento tornou-se propício para a escalada.

Hoje, a plataforma já reúne cerca de 100 produtores, que oferecem de queijos a compotas, passando por cereais, legumes, verduras, farinhas e até cervejas artesanais.

“É uma comodidade para o produtor e para o consumidor. A Fazendinha em Casa leva os produtos do campo à mesa”, finalizou.

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