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PAPO DE GESTÃO | Quais os desafios e oportunidades das empresas de varejo para o pós-Covid-19?

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Crédito: Freepik

Newton Alves da Rocha Júnior*

A pandemia que assola o globo terrestre desde janeiro de 2020 vem transformando a vida da humanidade em todos os sentidos. O isolamento das populações no mundo está mudando de forma drástica o comportamento geral e, principalmente, os hábitos de compra.

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Aqui no Brasil, por determinação dos governos estaduais e municipais, o varejo brasileiro – com exceção dos que comercializam itens essenciais, como supermercados e drogarias – teve de fechar suas portas a partir de 23 de março deste 2020 para reduzir os riscos de contágio da Covid-19.

A partir daí, uma grande revolução empresarial começou. As empresas passaram a implementar diversas ações para conter esses impactos – e até mesmo sobreviver. De acordo com um estudo da JP Morgan Chase & CO Institute, 50% dos pequenos negócios têm no máximo até 27 dias de fôlego de caixa para se manter (hoje já alcançamos 40 dias de comércios fechados).

Para piorar, não há previsão de reabertura. Com isso, todo varejista foi obrigado a se movimentar: criando as salas de guerra com reuniões diárias em que o foco é o fluxo de caixa; valendo-se das medidas provisórias editadas pelo governo federal, mudando a forma de trabalho de seus colaboradores, alterando a rotina e, principalmente, inovando em sua forma de se relacionar com os clientes.

No entanto, os reais impactos só poderão ser mensurados ao fim da pandemia. Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), em 2019 havia no Brasil cerca de 600 shoppings, com 105 mil lojas e 1,1 milhão de empregados.

Quantas dessas lojas não irão sobreviver? Quantas vão se transformar e voltar mais fortes? Mesmo com a flexibilização do isolamento ou a adoção do isolamento vertical, as rotinas não serão mais as mesmas. Se considerarmos que nem 5% da população foi infectada, mesmo que os números estejam subestimados, ainda há muito chão pela frente até que tenhamos uma vacina ou um tratamento comprovadamente eficaz. Até lá, a vida será diferente, novos hábitos de compra serão testados e muitos deles irão permanecer.

Dado todo esse cenário, as incertezas e desafios para o comércio varejista são muitos, assim como as oportunidades.

Analisando a cadeia de valor do varejo, podemos dizer que ela é composta por três principais processos: comprar, distribuir e vender. Me dou o direito de arriscar que, após essa pandemia, todos esses processos terão sofrido alteração e grandes oportunidades irão surgir.

É possível dizer que haverá uma aceleração da migração de venda física para a on-line?
Exemplos dessas transformações na cadeia de negócios mostram que o varejo precisa da indústria para comprar seus produtos de revenda, e hoje estamos vivendo um momento em que as indústrias estão buscando outros canais de vendas, como o próprio consumidor.

Paralelamente, muitos comércios varejistas estão experimentando novos fornecedores, novas marcas, dada a dificuldade de conseguir repor seus estoques.

Para distribuir seus produtos, as indústrias estão precisando e irão precisar se adaptar às restrições de voos e até mesmo da distribuição terrestre.

Do outro lado, o comércio varejista precisa, mais do que nunca, ir até o cliente consumidor, o que torna o processo de distribuição um dos que mais passarão por mudanças.

Como consumidores, já podemos perceber eventos desse tipo – desde lojas de roupas levando malas às residências para os clientes experimentarem até ao aumento significativo no tempo de entrega das compras on-line.

Prova dessa transformação é a aquisição da ASAPLog, uma startup curitibana que vem “transformando o cenário de entregas de pequenos varejistas de e-commerce com uma plataforma de fácil usabilidade, privilegiando o “crowdshipping” pela Via Varejo neste mês.

Já o processo vender é o que representa o maior desafio para o “novo varejo”. Alguns estudos previam que no final de 2020 50% das compras serão feitas on-line. Se considerarmos o momento atual, esse percentual deve estar bem acima. Com base nessa nova realidade, a necessidade de conhecer o seu cliente de forma customizada é cada vez mais latente, o que irá levar as empresas a buscar formas de transformar os dados de compra em informação para tomada de decisão e definição da cesta ideal para os clientes.

Diante disso, tecnologias como Big Data são essenciais. Porém, resultam em outro desafio, que é o sigilo dos dados dos clientes, haja vista a necessidade de as empresas se adaptarem à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Outra oportunidade a ser explorada é a realidade aumentada, tecnologia que integra elementos ou informações virtuais a visualizações do mundo real por meio de uma câmera, o que possibilita que o consumidor adquira os produtos sem sair de casa e de forma mais prática e objetiva.

Se o momento atual é de grandes incertezas, diga-se lá o futuro. Mas uma coisa é indiscutível: para sobreviver, o comércio varejista, talvez o setor mais impactado pela pandemia da Covid-19, precisa vencer esses desafios e explorar as oportunidades que irão surgir.

*Consultor, graduado em Estatística pela UFMG, MBA em Marketing pela FGV e especialização no Global Executive Academy – MIT. Atua como líder de projetos de gestão desde 2008, auxiliando as empresas nas melhorias de resultado através da aplicação de metodologias como Matricial Integrado, Six Sigma, Gestão de Processos, Alinhamento de Metas, dentre outros. Larga experiência nos segmentos de Varejo Alimentos e Farma, Atacadista, Transporte, Têxtil, Mineração e Siderurgia (newton.junior@aquila.com.br)

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