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Pequenos negócios se reinventam na crise

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Antes da quarentena, a fábrica da Sabor da Roça produzia cerca de 3 mil doces por dia | Crédito: Divulgação

Toda crise pode ser também uma oportunidade de fazer diferente e descobrir novos caminhos. E são nestes momentos que a inovação pode ser um diferencial para os pequenos negócios.

Quando se fala em inovação, a maioria das pessoas normalmente imagina o uso de tecnologias de ponta, robôs etc. Mas o conceito de inovação vai além disso.

De acordo com o analista do Sebrae Minas Luiz Caldeira Júnior, inovar é propor soluções para problemas específicos. “Pode ser aplicada para qualquer tipo e tamanho de negócio, como pequenas mudanças e melhorias, em produtos e serviços já existentes”, explica.

Melhor do que antes – Sara Domitila, microempresária em Pedralva, no Sul de Minas, redescobriu um caminho para a Academia Stúdio Fitness, criada há oito anos. Antes do início da pandemia, ela tinha 12 alunas fixas.

Com a chegada da quarentena, que trouxe restrições e proibiu o funcionamento da academia, Sara Domitila se viu obrigada a pensar em um jeito de dar continuidade ao negócio. Foi aí que surgiu a ideia de dar aulas on-line, em lives, pelas redes sociais.

“Meu objetivo inicial era manter o relacionamento com as clientes, mas me surpreendi e, em pouco tempo, a audiência das lives aumentou chegando a 70 pessoas assistindo”, relata a microempresária.

A academia reabriu no final de abril, após autorização da prefeitura, e para a surpresa da microempresária, com boas notícias. “Nós retornamos com 14 novos alunos”, revela.

A empresária buscou consultoria on-line do Sebrae Minas e recebeu orientações para a aperfeiçoar o negócio. Desde então, as inovações não pararam por aí. A academia, que ainda funciona com restrições e exigências da legislação municipal, criou metas para curto, médio e longo prazos. Entre elas, a negociação de pagamentos das mensalidades pelos alunos e os congelamentos dos planos para alunos idosos e do grupo de risco, que não estejam frequentando as aulas on-line ou transferência dos planos para os filhos ou netos.

“Alguns negócios ainda não davam a devida importância para a transformação digital. Diante da situação imposta pela pandemia, muitos se viram em um caminho sem volta. Para vários negócios, se adaptar e ir para o ambiente on-line é uma questão de sobrevivência”, acrescenta o analista do Sebrae Minas.

Lançamentos – A microempresária Selva Bizarria Silva também precisou pensar rápido para manter aberta a empresa familiar, fundada há 38 anos. Ela é a proprietária da fábrica de doces Sabor da Roça, conhecida pela produção de doces integrais, diet e de frutas secas.

Antes da quarentena, a família e três funcionários produziam cerca de 3 mil doces por dia. Mas com o fechamento do comércio, Selva Silva viu os pedidos zerarem, em poucos dias. “A fábrica, em 38 anos, nunca tinha passado por uma situação tão difícil como esta”, relata.

A preocupação aumentou por conta do estoque, que tinha sido abastecido recentemente. “Estava com mil quilos de coco e amendoim, tentamos devolver, mas o fornecedor não aceitou de volta”, explica a empresária.

A decisão foi de suspender o contrato dos funcionários e criar novos produtos, que passaram a ser fabricados apenas por ela e pela família. “Criamos nove produtos: geleias, cocada de pote e pasta de amendoim; tudo zero açúcar.”

Outro diferencial foi no tamanho dos produtos. Antes, a fábrica produzia doces em tamanhos pequenos, que eram vendidos para distribuidoras, para depois serem vendidos em balcões de comércios, a chamada venda por impulso.

Agora, os novos produtos são “tamanho família”, de 220 gramas, em média, e estão sendo vendidos direto para os clientes, com entrega gratuita. “O faturamento caiu bastante, mas, pelos menos, conseguimos pagar os nossos compromissos e alcançar novos clientes. Nossa expectativa é de que, com o retorno da produção, os funcionários possam ser chamados novamente”, adianta Selva Silva. (ASN)

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