O “Levante Sul de Minas” visa reduzir os efeitos do coronavírus nas MPEs | Crédito: Divulgação

Criado para acolher micro e pequenos empresários durante a crise imposta pelo novo coronavírus (Covid-19), o projeto “Levante Sul de Minas” reúne informações seguras e orientações gratuitas para que os impactos da pandemia sejam amenizados e, até mesmo, a flexibilização das medidas de distanciamento social seja melhor aproveitada pelos empresários de pequeno porte daquela região do Estado.

Ativa há cerca de 20 dias, a plataforma foi desenvolvida pelo Centro Universitário do Sul de Minas em parceria com do Cesul Lab, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e associações comerciais, com o intuito de auxiliar os empresários na administração de seus negócios.

De acordo com o coordenador do projeto, Evans Filgueiras, ao todo, a plataforma abrange seis iniciativas: notícias de governo que são confiáveis, ajudas financeiras, mentorias, planos de ações, treinamentos e o cadastro de série de outas iniciativas que também visam auxiliar os empresários neste momento.

Segundo ele, em poucos dias já são mais de 5 mil usuários inscritos na página e 50 empresários participando de consultorias e mentorias fornecidas pelo Sebrae.

A partir das primeiras experiências e de uma ampla pesquisa realizada com os usuários, já é possível perceber os pontos que podem ser melhor trabalhados pela plataforma, assim como os que não estão tendo uma colaboração tão efetiva.

“Percebemos, por exemplo, que há grande busca pelo serviço de mentoria, ao passo que a curadoria de notícias governamentais não é tão acessada”, comentou.

Assim, os desenvolvedores já trabalham no aprimoramento do Levante, em outras frentes, incluindo iniciativas para auxiliar o pequeno empresário a fazer a transformação digital de seu negócio e poder continuar usufruindo dos serviços mesmo após a pandemia.

“Começaremos por bares e restaurantes e o setor de moda do Sul de Minas. Já estamos discutindo como auxiliá-los rapidamente nesta transformação digital. A grande queixa é que o custo das plataformas existentes inviabiliza a rentabilidade dos negócios”, revelou.

Esta e outras informações constam de uma pesquisa feita pelo Levante junto aos empresários, a pedido das associações comerciais. A abordagem principal do estudo, que ainda vai ser divulgado, diz respeito ao sentimento dos empresários quanto aos negócios no futuro, mais especificamente, daqui a 90 dias.

Neste sentido, Filgueiras revelou que mais de dois terços dos entrevistados esperam estar com volume menor de negócios e mais endividados. Além disso, dois terços também revelaram que a venda on-line teve zero ou quase nenhuma intensidade nas receitas nas últimas semanas.

“Sobre o campo digital, nosso intuito é desenhar algo mais específico e regionalizado. Na venda on-line a disputa é global. Pelo porte das empresas, precisamos fazer algo específico, levando em consideração limitações, diferenciais, modelos disponíveis e vantagens”, argumentou.

Filgueiras frisou ainda que o projeto Levante Sul de Minas é uma iniciativa apartidária, voluntária e sem fins lucrativos.

“É hora de nos reinventarmos, de pensarmos diferente e buscar o melhor para todos. Conhecemos, de maneira bastante próxima, as dores, as angústias e as incertezas que rondam nossos empresários. Precisamos cada vez mais empoderar gente para transformar realidades”, afirmou.

Por fim, o superintendente disse que a plataforma poderá ser desenvolvida para outras regiões e que já há conversas para a criação do Levante Zona da Mata.