RHI Magnesita busca novas tecnologias para os refratários

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RHI Magnesita busca novas tecnologias para os refratários
A RHI Magnesita fez a reciclagem de 16 mil toneladas de resíduos refratários em 2019 - Crédito: Easy-Resize.com

A RHI Magnesita, líder global em produtos e soluções refratárias, com planta em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), quer adotar novas tecnologias para identificar, com rapidez, diferentes tipos de produtos refratários após o uso em aplicações de alta temperatura.

Para isso, além de desenvolver novas técnicas internamente, a empresa busca parceiros e projetos para aprimorar sua logística reversa, por meio da plataforma NineSigma.

Há 10 anos, a RHI Magnesita coleta resíduos refratários dos clientes (seus e de terceiros), os submetem a vários processos de tratamento e os destinam para unidades fabris que os reutilizam como matéria-prima na produção de novos refratários. É o que explica o especialista do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da RHI, Matheus Naves.

Segundo ele, tais ações possuem objetivos mercadológicos, de negócios e sustentáveis. A começar pela própria possibilidade de aumentar a competitividade dos produtos no mercado e do fornecimento não apenas dos produtos, mas também de soluções refratárias industriais.

“Conseguimos aumentar a competitividade, a partir da redução dos custos, com o reprocessamento dos materiais dos refratários já utilizados. Além disso, diminuímos a emissão de gás carbônico na atmosfera, já que a reutilização dos materiais evita novas extrações e queimas de minérios”, explicou.

No entanto, conforme Naves, hoje, a classificação é feita manualmente e depende principalmente da experiência do colaborador, que identifica o tipo de material com base na força necessária para a quebra e na aparência e cor da superfície de ruptura, além da textura do material. No entanto, o método conta com limitações.

Por isso, a RHI Magnesita está investindo no desenvolvimento de outros processos de identificação e classificação destes materiais, de maneira que se tornem também mais assertivos. Isso depende, porém, de parcerias e recursos a serem aplicados nos centros de pesquisa da companhia pelo mundo, que somam cinco ao total. Os dois principais estão situados no Brasil e na Áustria.

Por meio da plataforma NineSigma, a empresa pretende ampliar as possibilidades, conhecer novos projetos e, quem sabe, fazer outras parcerias para novas formas de identificar os diferentes tipos de produtos refratários que chegam à companhia.

“A ideia é que startups e universidades possam sugerir produtos ou propostas que viabilizem e facilitem as diferentes etapas do processo”, resumiu.

Seleção – Assim, os interessados têm até o dia 15 de março para inscrever sugestões no site da NineSigma, que é um marketplace on-line especializado em serviços de inovação aberta para empresas com alcance internacional.

Depois do prazo, a própria plataforma fará uma triagem inicial das propostas e repassará à RHI Magnesita as ideias aprovadas. “Por fim, poderemos firmar alguns acordos de cooperação com aquelas empresas cujas propostas forem mais maduras e responderem às nossas expectativas”, concluiu.

A RHI Magnesita reciclou 16 mil toneladas de resíduos refratários em 2019, o que representou 5,3% do total produzido em sua operação na América do Sul. O foco na economia circular permitiu diminuir o impacto no meio ambiente e poupar a emissão de 16.890 mil toneladas de gás carbônico.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/


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