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O número de franquias registrou alta de 6% em 2019 - Crédito: Fábio Ortolan
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A Associação Brasileira de Franchising (ABF) divulgou, nessa quarta-feira (22), o balanço prévio do setor em 2019 e as estimativas para 2020. O crescimento de 6,9% em faturamento ficou dentro do esperado após a revisão de estimativa que aconteceu no meio do ano passado. No início de 2019 o índice projetado era de 8%, alterado para 7% no início do segundo semestre.

Apesar dessa revisão, o resultado final foi comemorado diante de um ano ainda de bastante dificuldade econômica vivido pelo País. Outros indicadores também responderam bem às intempéries econômicas e políticas e se mantiveram dentro das expectativas dos mais de 1,4 mil associados da entidade. O número de empregos diretos cresceu 4,3%, ultrapassando a casa dos 1,3 milhão de pessoas.

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Cada unidade de franquia aberta gera, em média, nove postos de trabalho. Em empregos indiretos já são 6 milhões de vagas geradas pelo setor. A abertura de unidades cresceu 5,1%, puxada especialmente pelos segmentos de Casa e Construção e Comunicação, Informática e Eletrônicos. Atualmente, 25 unidades franqueadas, em média, são abertas no Brasil diariamente.

Já a quantidade de redes franqueadoras surpreendeu, superando em 40% o índice projetado anteriormente, passando de 1% para 1,4%. A explicação para esse índice está, segundo o presidente da ABF, André Friedheim, entre outros fatores, na adesão de novas verticais de negócios ao modelo de franchising.

“É o segundo ano consecutivo de crescimento no número de marcas. Começamos a atrair novas verticais para o setor, como por exemplo, as empresas que nasceram na internet e agora têm necessidade de passar para o mundo físico. Isso mostra o franchising como um canal de distribuição eficiente também para a nova economia”, pontua Friedheim.

Os bons resultados no geral se explicam por fatores macroeconômicos, como a queda dos juros; fatores políticos, como as reformas da Previdência e trabalhista (ocorrida em 2018) e as discussões a cerca da reforma tributária; e estratégias específicas do setor de franchising, como criação de novos formatos, internacionalização das marcas brasileiras, entrada de marcas estrangeiras no mercado nacional e a própria chegada de novas verticais de negócios.

Internacionalização – Em 2019, 163 marcas brasileiras marcaram presença em 107 países. Aumento de 12% em relação ao ano anterior, quando foram registradas 145 marcas. Na liderança está o segmento de moda (35 marcas); seguido por Saúde, Beleza e Bem-Estar, que cresceu 28% no período (de 25 para 32 marcas); e Alimentação (25). Os países que mais recebem marcas brasileiras foram: Estados Unidos, Portugal e Paraguai.

De outro lado, o Brasil é um mercado que se manteve atrativo para redes estrangeiras. Em 2019 eram 214 marcas internacionais, provenientes de 30 diferentes nações. Em 2018 eram 190. O crescimento registrado foi de 12,6%.

Um dado curioso e sintomático é que o seleto grupo de franqueadoras nacionais com mais de mil unidades subiu de 17, em 2018, para 33, em 2019, praticamente dobrando (94%). Ao mesmo tempo, o número mínimo de unidades para figurar no ranking das 50 maiores franqueadoras brasileiras passou de 301 para 321. A maior parte delas atua nos segmentos de Alimentação e Serviços. Já a primeira colada continua sendo O Boticário, do segmento de Saúde, Beleza e Bem-Estar, com 3806 unidades e crescimento de 2,2% no período.

Uma novidade foi a entrada de duas empresas que adotaram o modelo de franquia há menos de um ano na lista das 50+. Integrantes do mesmo grupo e atuando no segmento de Serviços e Outros Negócios, a CeoPag (meios de pagamento) e Ceofood (aplicativo de delivery) dividem o 49º lugar com 349 e 327 unidades, respectivamente. Ambas exemplificam o crescente interesse do mercado digital pelo franchising e a entrada de novas verticais de negócios.

“A internacionalização das empresas brasileiras reflete um otimismo com a economia nacional, o que dá segurança para avançar sobre outros mercados. A escolha pelos países líderes se dá pelo tamanho do mercado norte-americano. Quem tem sucesso lá, tem em qualquer lugar. Portugal é a porta de entrada para a Europa e tem a facilidade da língua e o Paraguai, pela proximidade, que permite que o sistema seja gerenciado daqui, sem a necessidade de uma estrutura de máster franqueado”, analisa o presidente da ABF.

Desempenho deve continuar positivo em 2020

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) em evento, ontem, em São Paulo, divulgou as projeções para 2020. Está previsto um crescimento de 8% no faturamento das franquias, um aumento de 6% nas unidades e 1% das redes e, também, um acréscimo de 6% em geração de empregos.

Os números apresentados guardam íntima relação com os resultados de 2019. Segundo o presidente da ABF, André Friedheim, os números se parecem bastante com os obtidos no início do ano passado, quando também era esperado um crescimento de 8% para o período, mas o cenário é diferente.

“No início de 2019 tínhamos uma grande confiança, mas ao longo do ano as coisas aconteceram de forma mais lenta do que o esperado. Ainda assim as reformas avançaram e a retomada da economia brasileira vem ganhando força e deve acelerar este ano. Muitas previsões já apontam um crescimento de cerca de 2% para o PIB brasileiro neste ano, índice que não alcançamos há bastante tempo. Com isso, o franchising pode manter indicadores sólidos e um faturamento mais forte, de cerca de 8%, ou até mais caso as principais reformas estruturantes na esfera federal venham a se concretizar”, avalia Friedheim.

A internacionalização das marcas brasileiras é outro trunfo para este ano. 2019 registrou aumento de 12% no número de marcas com atuação fora do País. Esse índice deve crescer. 150 empresas fazem parte da parceria entre a ABF e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), que promove missões empresariais e participação em congressos e feiras internacionais.

“2019 foi um ano muito positivo para a internacionalização de franquias brasileiras. Várias marcas deram início a este processo e outras fecharam negócios em mercados importantes. Temos notado inclusive projetos mais sofisticados envolvendo máster franqueados e/ou multifranqueados locais. Temos casos, por exemplo, da abertura de uma unidade e o fechamento de acordos para inauguração de dezenas de unidades nos EUA de uma franquia de Alimentação e a inauguração de uma franquia odontológica na China, dentre outros”, destaca o presidente da ABF.

Minas Gerais – Pela primeira vez, a ABF disponibilizou recortes regionais da pesquisa. Por meio deles é possível verificar dados sobre a posição de Minas Gerais no cenário do franchising nacional. Na lista das 50 maiores franquias duas mineiras aparecem. A Localiza Hertz, frequentadora assídua do ranking, passou do 25º para o 29º lugar, se mantendo com 522 unidades.

A boa surpresa ficou por conta da Help – Loja de Crédito, que pulou do 40º lugar, com 365 unidades, para o 24º posto, com 700 unidades, um crescimento de 91,8%. O resultado foi o maior em número de posições avançadas, 16. Na sequência aparece a Piticas Moda Criativa (Moda) que subiu 13 posições, passando de 46ª para 33ª. Proporcionalmente também foi a maior evolução, seguida pela Aqio (Comunicação, Informática e Eletrônicos), com 45%.

As marcas também aparecem entre as líderes nos seus respectivos segmentos. A Localiza fica em terceiro lugar no segmento Serviços automotivos (522 unidades), atrás da Lubrax + (1643 unidades) e Jet Oil (1491). A Help! figura em terceiro lugar no segmento Serviços e outros negócios, atrás da Seguralta – Bolsa de seguros (1325) e Correios (que caiu de 1002 unidades, em 2018; para 994, em 2019).

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