Para 2020, a expectativa da retomada dos números positivos se ancora principalmente na recuperação da economia - Crédito: Divulgação

A indústria têxtil nacional deverá encerrar 2019 com queda de até 2% na produção em relação a 2018. Ainda assim, o setor avalia o ano como positivo e traça expectativas mais otimistas para o próximo exercício, quando os resultados possivelmente voltarão a ficar positivos em 2,3%. Minas Gerais, que responde por 11% da atividade, deverá acompanhar os números.

“O ano está terminando melhor que começou”, resumiu o presidente da Abit, Fernando Valente Pimentel. Sobre o desempenho das indústrias no Estado, o dirigente disse que deverá seguir a média nacional, embora o ambiente mineiro tenha contado com algumas adversidades neste exercício, para além do esperado.

“O rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (RMBH) e os impactos na mineração afetaram diretamente o PIB (Produto Interno Bruto) mineiro e, consequentemente, o consumo no Estado”, pontuou.

O resultado nacional advém de uma série de fatores, que fizeram as vendas crescerem, mas a produção não. Segundo o balanço da entidade, as comercializações do setor no mercado interno vão encerrar 2019 com crescimento de até 1% sobre o ano anterior. Vale destacar que em 2018 houve retração de 1% nas vendas.

Somente as importações deverão crescer 2% neste exercício, chegando a 1,43 milhão de toneladas, e as exportações 2,7% (186 mil toneladas), sempre na comparação com um ano antes. Já os empregos poderão ficar estáveis ou retrair em 3 mil postos. “Vai depender do desempenho nos últimos meses deste ano e da confirmação ou não para as expectativas de Natal”, comentou.

Quando considerado apenas o braço de confecções, o resultado do ano será de alta de até 0,6% frente a 2018. “O desempenho médio do setor ficou em -2,5% quando considerados os 10 primeiros meses do ano. A demanda de fim de ano é que vai amenizar as perdas em termos de produção”, avaliou o presidente da Abit.

Baseada em números da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a Abit aposta que este seja o melhor Natal dos últimos quatro anos. A precisão da CNC é de que R$ 36,3 bilhões sejam gerados a partir das comercializações varejistas nesta época do ano. Deste total, os setores de vestuário e calçados irá absorver 24,9%.

Para 2020, a expectativa da retomada dos números positivos se ancora principalmente na recuperação da economia nacional. No entanto, o presidente da entidade ressaltou que, para que os números se confirmem, será necessário o cumprimento de uma agenda conjuntural no decorrer do próximo exercício.

“O cenário do próximo ano vai se pautar por uma série de componentes como a aprovação da reforma tributária, a redução do custo de energia, a manutenção dos juros nos patamares atuais e o maior acesso ao crédito, a redução contínua da burocracia e o aumento da segurança jurídica no País”, enumerou.

Assim, a expectativa da entidade é que a produção avance em 2,3% e as vendas 3% sobre 2019. As importações deverão crescer 4,1%, chegando a 1,49 milhão de toneladas, e as exportações, 2,5% (191 mil toneladas). Já o nível de empregos deverá ser elevado em 6,6 mil postos de trabalho.