“Sobre Lutas e Lágrimas: Uma Biografia de 2018”

O Sempre Um Papo recebe o jornalista Mário Magalhães para o debate e o lançamento de “Sobre Lutas e Lágrimas: Uma Biografia de 2018”, um livro indignado, escrito em um tempo que exige indignação. Com o rigor dos grandes repórteres e a vivacidade dos melhores ensaístas, o premiado jornalista – autor de Marighella: o guerrilheiro que incendiou o mundo – apresenta um retrato do Brasil de 2018, escrito a quente, no olho do torvelinho. O evento será no dia 16 de setembro, segunda-feira, às 19h30, na sala Juvenal Dias do Palácio das Artes, com entrada gratuita. No livro, os protagonistas são Marielle Franco, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. O autor articula de forma magistral acontecimentos e personagens como: a caçada irracional a macacos considerados transmissores da febre amarela, a intervenção militar no Rio de Janeiro, o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, a prisão de Lula, a paralisação dos caminhoneiros, o Dr. Bumbum, a ascensão da censura, a tragédia do feminicídio, a queda de Neymar na Copa, o delírio Ursal, o espectro do nazifascismo, o incêndio no Museu Nacional, a violência no processo das eleições, a facada em Bolsonaro, a ilusão do vira-voto, o triunfo da extrema direita, o “ninguém solta a mão de ninguém”… E também o clã Bolsonaro e suas ligações perigosas, o ideário obscurantista do novo governo, a pregação do movimento Escola Sem Partido, a luta contra as trevas, entre outros eventos que fizeram de 2018 um ano que tão cedo não vai terminar. (Editora Record, 330 páginas)

“As Forças Armadas Angolanas. Contributos para a Edificação do Estado”

Terá lugar no dia 16 de setembro, às 18 horas, o lançamento da obra “As Forças Armadas Angolanas. Contributos para a Edificação do Estado” da autoria do Professor Doutor Luís Brás Bernardino, no auditório da UCCLA. Com a chancela do Mercado de Letras Editores, a apresentação pública da obra, com 800 páginas, ficará a cargo do Professor Doutor Armando Marques Guedes. Tenente-Coronel de Infantaria do Exército Português, licenciado em Ciências Militares pela Academia Militar (Lisboa) serviu ao longo dos 32 anos da sua carreira militar em diversas unidades e estabelecimentos militares, tendo desempenhado missões em Timor-Leste, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Somália e Mali. Atualmente encontra-se colocado na NATO Joint Force Command Brunssum, na Holanda. Habilitado com o Curso de Estado-Maior é Mestre de Estratégia e Doutorado em Relações Internacionais pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa. É investigador no Centro de Estudos Internacionais no Instituto Universitário de Lisboa (CEI-IUL). (Mercado de Letras Editores, 800 páginas)

A ordem do dia

Vencedor do prêmio Prix Goncourt 2017, o prêmio literário mais prestigiado da França, “A ordem do dia” chegou ao Brasil em agosto pelo Tusquets, selo literário da Editora Planeta. Além do sucesso de crítica, o livro tornou-se um fenômeno de vendas, com mais de 500 mil cópias negociadas no mundo e teve seus direitos de publicação vendidos para mais de 30 países. O escritor e cineasta Éric Vuillard narra, em passagens episódicas e com um grande elenco de personagens históricos, os bastidores de dois momentos-chave da Segunda Guerra Mundial: o apoio dado pelos maiores industriais da Alemanha a Hitler e a anexação da Áustria ao Reich. (Editora Planeta, 144 páginas)

Uma volta ao passado da Alemanha nazista para compreender o presente

“Pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro”. A frase do historiador grego, Heródoto descreve a jornada que Hugo Seemann percorre na obra A Filha do Reich, escrita pelo jornalista e historiador Paulo Stucchi, lançamento da editora Jangada, do grupo Editorial Pensamento. Hugo, um designer industrial, solteirão, perto dos 40, depois da morte do pai, Olaf Seemann, se vê responsável por trazer à tona um passado distante e os sentimentos mais profundos, para entender sua verdadeira história. Apesar de buscar a fundo conhecer suas origens, Hugo sempre teve uma relação conturbada com o pai. Segundo o autor, essa condição foi proposital e é um dos fios condutores da trama. “Era isso que Olaf Seemann sempre significara para mim até aquele fatídico mês de dezembro de 2006, quando tudo mudou. Nada. Pior do que nada; eu o odiava por ter abandonado minha mãe e não ter estado presente nem no seu velório para um último adeus.” (Editora Jangada, 416 páginas, R$ 39)