A Diageo (foto) investiu na instalação de um centro de distribuição (CD) no município | Crédito: Divulgação

Nos últimos anos, as principais empresas globais do segmento de bebidas destiladas escolheram Minas Gerais como sede de suas operações logísticas.

Grupos controladores de marcas clássicas como Johnnie Walker, Absolut, Sminorff, Campari e Bacardi investiram em grandes centros de distribuição (CD) que estão em implantação ou operação no Estado. São eles: Campari, Beam Suntory, Pernod Ricard, Diageo e Bacardi, sendo quatro instaladas no município de Extrema e outra em Pouso Alegre – no Sul de Minas.

E que, conforme balanço da Agência de Promoção de Investimentos e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi), juntas, devem faturar cerca de R$ 2,6 bilhões e gerar aproximadamente R$ 78 milhões aos cofres públicos com arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), por exercício.

De acordo com a analista de Promoção de Investimentos do Indi, Larissa Batista, o resultado é fruto da combinação entre os esforços de atração de investimentos da Agência, o ambiente de negócios e incentivos cedidos pelo governo estadual e a posição privilegiada em termos logísticos de Minas Gerais.

Segundo ela, as grandes distribuidoras de bebidas premium estão desenvolvendo novas estratégias de operação, priorizando a eficiência e redução de custos. Neste sentido, a logística privilegiada e um tratamento tributário competitivo têm privilegiado a escolha das empresas por Minas.

“O ambiente de negócios no Estado é eficiente e produtivo, apoiamos o desenvolvimento de novos projetos, além de oferecer tratamentos tributários setoriais atrativos, fatores que agregam valor aos nossos diferenciais competitivos”, enumerou.

Já quanto à escolha por cidades do Sul do Estado, a analista disse que é estratégica, já que o posicionamento geográfico é ponto logístico referência do Brasil. Isto porque, em um raio de 800 quilômetros, a área concentra 40% da população brasileira e representa 51% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Além disso, o acesso facilitado a 50% do mercado consumidor brasileiro e malha logística com fácil escoamento deixam a região ainda mais competitiva.

Para dar maior incentivo e estímulo ao setor produtivo e comercial, Minas Gerais adotou políticas de benefícios fiscais atrativos para o setor. O governo do Estado, porém, não detalha os incentivos, por considerá-los estratégicos.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo de Extrema, Adriano Carvalho, as operações da Pernod Ricard e da Campari na cidade vêm crescendo bastante, tanto em volume quanto na geração de empregos. Já a Bacardi deverá iniciar as operações entre o final deste mês e o próximo.

Ele destacou também a construção do maior CD da América Latina da Ambev, na cidade, com cerca de 90 mil metros quadrados.

Estes e outros investimentos, conforme Carvalho, têm ocorrido, justamente por Extrema ser uma cidade estratégica para todos os setores em que a logística é um ponto vital. Este e outros atrativos conhecidos como localização e os benefícios tributários do Estado estão consolidando uma excelente infraestrutura para o setor no município.

“Os condomínios logísticos triple A, a presença dos maiores operadores logísticos do País e os trabalhadores dedicados são outros diferenciais entregues a quem deseja aqui investir. Em contrapartida, para a cidade são operações com baixíssimo potencial poluidor, com bom ambiente de trabalho e potencial de arrecadação relevante”, ressaltou.