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GERAL035 Logos de Amazon, Apple, Facebook e Google - Crédito: Reuters

Que sociedade queremos? Essa é a pergunta que Mauro Carrusca, engenheiro eletrônico e entusiasta de inovação colaborativa, se faz há alguns anos e desafia a todos a refletir com a palestra “Sociedade 5.0: O Resgate do Ser Humano”, que acontecerá no próximo dia 1º de agosto, às 19h, no InovaBra Habitat – SP.

Para Carrusca, as pessoas estão unidas pela tecnologia, mas se sentem cada vez mais angustiadas e solitárias em seus castelos virtuais. O acesso aos muitos benefícios da tecnologia ainda é restrito a poucos e a desigualdade cresceu.

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“É preciso nos unirmos por uma sociedade onde o avanço tecnológico seja usado em favor da humanidade (e não apenas da produtividade), onde a tecnologia seja mais inclusiva e o ser humano mais humano”, pondera.

Hoje depositamos muitas expectativas na tecnologia para a resolução de problemas. Da cura do câncer ao drama dos refugiados, da ampliação e diversificação de fontes de alimentos à mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. De repente, os grandes problemas da humanidade encontraram eco (e esperança) na tecnologia, explica Carrusca. É fato que a tecnologia vem criando condições para avanços e aprimoramentos em todas as áreas humanas e segmentos de negócios, aumentando a eficiência de processos, gerando ganhos de custo e de escala, promovendo conexão entre pessoas (e atualmente entre coisas), criando oportunidades e melhorando as perspectivas humanas.

Por conta disso, muitos tratam esse conjunto de tecnologias, que inclui inteligência artificial, internet das coisas, big data, blockchain, realidade virtual e aumentada e 5G, como um exército capaz de dotar economias e empresas – sobretudo as de modelo de negócio baseado em tecnologia, como Amazon, Google e Facebook – de poderes irrestritos para mudar o mundo. Mas não é bem assim, alerta Carrusca. Na visão do especialista, é necessária a colaboração de muitos atores para atuar nos grandes problemas contemporâneos e nos desafios que virão. Para isso, a sociedade precisa participar mais das discussões e decisões.

“Não podemos perder o foco de que a tecnologia precisa ser usada em benefício da humanidade, e não o inverso”, diz.

Hardwares, softwares e, mais recentemente, as plataformas ganharam importância nos mais diversos setores nos últimos 30 anos, ao passo que o protagonismo do ser humano para agir e tomar decisões vem encolhendo, afirma o especialista.

Na visão de Carrusca, “não devemos temer o poder da tecnologia. Devemos buscar é uma simbiose – usar o poder fantástico de computação das máquinas aliado à nossa criatividade e à diversidade de pontos de vista. Até porque, para chegarmos ao momento pujante de tecnologias que desfrutamos hoje, foram necessárias muitas camadas de colaboração ao longo dos tempos”.

Criação de alicerces – Historicamente, os avanços tecnológicos são pensados para tornar as coisas mais simples, dar rapidez e automatizar processos, com a finalidade de tornar a vida humana mais fácil e melhor, explica Carrusca. Mas a questão, segundo o especialista, é que, como toda mudança traz consequências que extrapolam seu campo de ação estrito, estamos percebendo no campo social um adoecimento provocado pela ansiedade e exclusão. Vemos crescer de forma alarmante o número de pessoas desempregadas, viciadas em tecnologia, casos de depressão e suicídio, alerta. Segundo dados da OMS, atualmente, a cada 45 segundos uma pessoa se suicida no mundo.

Para o especialista, com o digital ganhando cada vez mais força e presença em nossas vidas, tornou-se fundamental e urgente envolver a sociedade no processo de repensar como lidar com toda essa tecnologia, pensar em como se darão as relações em um cenário de menor interação física e menor intercâmbio da linguagem oral, por exemplo.

Segundo ele, entre perplexos e aterrorizados com as mudanças que não param de chegar e com a aceleração que tomou conta de nossas vidas, começamos a nos perguntar se o preço que estamos pagando não está alto demais. Será que precisamos entregar de bandeja nossa privacidade para nos conectarmos com outras pessoas? Será que nunca mais poderemos acreditar em uma notícia sem antes checar a fonte? Será que nossos filhos estarão condenados ao desemprego e à robotização?

O especialista entende que, apesar de toda a tecnologia que já dispomos, não conseguimos impedir a desigualdade, que agora ganha outros contornos e perspectivas ainda mais danosas. Hoje já somos categorizados (e excluídos) pelo uso ou não de determinada tecnologia. Como usar toda a tecnologia já disponível para construir uma sociedade mais inclusiva e justa?

Cenário desafiador – Visivelmente, a sociedade, empresas e governos estão sendo desafiados a encontrar novos mapas. Afinal, as antigas fórmulas, regras e regulações do mundo analógico não servem mais nessa era digital e de mudanças exponenciais.

Carrusca, que vem acompanhando de perto aspectos da evolução tecnológica e comportamental da sociedade, conta que a Alemanha deu o pontapé inicial do jogo 4.0 e alguns países já começaram o processo de se repensar e construir um projeto de futuro, como é o caso de Israel, China e Emirados Árabes. O Japão iniciou um processo de pensar o futuro modo de vida de sua população em um ambiente inteligente, dotado principalmente da combinação de tecnologias como internet das coisas, inteligência artificial e da indústria 4.0. Este país foi quem encabeçou o movimento denominado Sociedade 5.0, que foi apresentado no Fórum Econômico Mundial 2019.

Embora possa ser considerada em um primeiro momento uma visão ingênua e uma possibilidade exclusivamente para economias ricas e desenvolvidas, esse conceito é inspirador para todos nós, explica Carrusca.

“Em algum momento, temos que pensar que futuro queremos, que modo de vida desejamos, conjugando a tecnologia com outros pilares igualmente relevantes, como sustentabilidade, ética, diversidade e a sinergia de capacidades dos seres humanos e das máquinas”, destaca.

A palestra é gratuita e as inscrições podem ser feitas aqui. (Da Redação).

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