Negócios

Uberlândia acumula perdas com pandemia

Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
Uberlândia acumula perdas com pandemia
Nesta semana, a prefeitura de Uberlândia flexibilizou o funcionamento para além das atividades essenciais | Crédito: ACIUB

Considerado o epicentro do Covid-19 no interior do Estado, Uberlândia, no Triângulo Mineiro, soma, até o momento, 10.382 casos confirmados e 166 óbitos pela doença. Mas os números da pandemia na cidade não param por aí.

São grandes os impactos também no campo econômico. Cerca de 2 mil empresas já fecharam as portas definitivamente, 8 mil pessoas foram demitidas e o comércio já acumula perdas de 30% nas vendas.

As informações são do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Uberlândia, Cícero Heraldo Novaes. Segundo ele, a situação é bem preocupante, principalmente no que diz respeito aos protocolos de funcionamento das atividades econômicas.

Após manter o comércio por quase 30 dias fechado, nesta semana a prefeitura flexibilizou o funcionamento para além das atividades essenciais, mas também prometeu endurecer a fiscalização quanto aos estabelecimentos que descumprirem as medidas estabelecidas pelo Comitê Municipal de Enfrentamento ao Covid-19 do município. O comércio que descumprir as ordens poderá ficar fechado de três a 15 dias úteis.

No entanto, as regras valem apenas até o próximo dia 28. No dia 29 de julho, a cidade voltará a aderir de forma efetiva ao programa do governo do Estado, o Minas Consciente.

“Eu sou contra. Quem entende do que acontece na cidade é o prefeito. Aderir a plano único em um Estado com as dimensões de Minas Gerais poderá nos trazer grandes problemas. Cada cidade, cada região possui suas particularidades. O que precisamos é de um comitê abrangente e competente, com especialistas das áreas da saúde e da economia”, defendeu o dirigente da CDL.

Comércio local sofreu queda de 30%, disse Cícero Novaes | Crédito: Divulgação

Em relação aos impactos na região, Novaes citou o maior choque em setores como turismo, transportes de passageiros, hotéis, bares e restaurantes, cuja estimativa é de uma queda para além de 50% desde o início da pandemia.

Outras áreas, por outro lado, tiveram algum incremento, devido a essencialidade, como é o caso de supermercados e farmácias. Mas, no geral, conforme ele, os dados da entidade revelam uma retração de pelo menos 30% nas vendas do comércio local.

“Mesmo com a autorização do funcionamento de algumas atividades, o movimento caiu muito. No final, todos perderam. Com isso, estimamos que cerca de 2 mil empresas já fecharam as portas definitivamente na região e 8 mil pessoas já tenham sido demitidas”, resumiu.

Marketplace – Para tentar amenizar as perdas, a CDL da cidade lançou uma plataforma de marketplace gratuita para os associados, com a possibilidade de controle e segurança nas vendas. Criada pela Startup Code Square, a ferramenta permitirá que cerca de 3.500 empresas sejam beneficiadas, sendo que 70% deste total são micro e pequenas empresas.

“Assim como no restante do mundo, nossos lojistas e empresários também tiveram que se adaptar. A migração para o universo digital foi acelerada pela pandemia. Mas, ainda assim, há aqueles que não conseguiram se renovar por uma série de motivos. E quem não inovar, vai ficar fora do mercado”, alertou.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas