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Autoprodução de energia para consumidor

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Crédito: REUTERS/Max Rossi

Assim como a geração distribuída foi novidade para o mercado nos anos de 2013, 2014, a autoprodução de energia para agentes consumidores do ambiente de contratação livre – ACL  não eletrointensivos passou a fazer parte da pauta dos gestores de energia das grandes empresas e, por consequência, tem movimentado o mercado de energias renováveis.

Muito possivelmente será a autoprodução uma das grandes responsáveis, juntamente com as usinas de geração distribuída remota, pelo incremento da fonte fotovoltaica na matriz elétrica nacional que experimentaremos nos próximos anos.

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A figura do autoprodutor, consumidor de energia que gera a própria energia que consome, vem de longa data. Foi regulamentada pelo Decreto 2.003, de 1996, e, desde então, o tema teve importantes avanços. Por estar isenta do pagamento de alguns encargos setoriais, como CDE e Proinfa, sobre a parcela de energia autoproduzida, a solução de autoprodução tornou-se um diferencial competitivo para clientes do Mercado Livre de Energia, independentemente se a usina de geração encontra-se dentro da cerca (junto à carga) ou fora da cerca (remota).

Além do benefício de redução de custo com encargos setoriais, parcela relevante do custo total de uma empresa com energia elétrica, a autoprodução traz uma maior previsibilidade e controle nos gastos com energia, promove a sustentabilidade pelo uso de fontes renováveis e a redução das emissões e contribui com cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. É uma alternativa que vai de encontro com o movimento ESG (Environmental, Social and Governance), que vem obtendo cada vez mais destaque no universo corporativo.

Vale lembrar que os consumidores de eletricidade, interessados em comprovar a rastreabilidade da energia renovável, podem obter, para a energia autoproduzida, os Certificados de Energia Renovável (RECs) na mesma quantidade da energia consumida, comprovando, assim, a sua origem.

Com inúmeras vantagens, seria natural que o mercado desenvolvesse modelos de negócio para atender os consumidores interessados em se tornarem autoprodutores e não dispostos a investir capital próprio no empreendimento de geração. Os PPAs (Power Purchase Agreement), que geralmente variam de 10 a 20 anos, podem, inclusive, contemplar a transferência do ativo ao autoprodutor após o período contratual.

Em momentos de incerteza e grande pressão nos preços dos contratos spot e futuros de energia, devido à grave crise hídrica, a autoprodução por fontes renováveis traz uma solução segura, competitiva e sustentável para as empresas que já estão ou pretendem migrar para o Mercado Livre de Energia.

*Especialista em Energia e Gerente Comercial Elétron Energy | [email protected]
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