Pacto Brasil ‘Todos por Todas’ chega a 100 dias e avança em pontos importantes na proteção às mulheres
Na semana passada, o Pacto Brasil “Todos por Todas” completou 100 dias e já podemos perceber avanços importantes na proteção às mulheres. O acordo resulta da união entre os três poderes da República para o enfrentamento à violência contra as mulheres.
Foram sancionadas quatro leis que preveem o seguinte: a criação de um cadastro nacional de agressores; a punição para presos que continuam ameaçando as mulheres e suas famílias de dentro da prisão; a ampliação dos tipos de violência que compreendem o escopo da Lei Maria da Penha e a desburocratização do processo para receber pensão alimentícia.
Além disso, houve a assinatura de um decreto presidencial que visa proteger as mulheres no ambiente digital. O decreto cria regras específicas para a segurança de mulheres no ambiente digital e agiliza a retirada de conteúdos das redes.
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Muito embora esses avanços sejam motivo de comemoração é importante frisar que as leis sozinhas não dão conta de resolver o problema. Esse fato foi constatado, já no início do século XX, quando mesmo depois de terem conquistado o direito ao voto a situação social das mulheres não ter sido alterada. E foi exatamente esse o motivo que levou Simone de Beauvoir a escrever o
Segundo Sexo e a constatar que ser mulher não é um destino biológico, mas sim uma construção social, histórica e cultural.
Portanto, é preciso que todos nós, enquanto sociedade, pensemos qual é a nossa parte nessa luta. Não podemos mais ficar de braços cruzados assistindo mulheres serem mortas e violentadas diariamente. Deixo abaixo algumas dicas importantes e que podem fazer a diferença:
1) Leiam e se aproximem das leituras do feminismo. Sugestão inicial: O Feminismo é para todo mundo de bell hooks
2) Homens sigam perfis que problematizam o tipo de masculinidade padrão. Sugestão: @papodehomem ou @projeto.memoh
3) Empresas promovam letramento de gênero e de enfrentamento contra a violência para os seus colaboradores
4) Pais conversem e fiquem próximos dos seus filhos. Sugestão de série: Adolescência da Netflix
5) Mulheres façam clubes de livros, conversem com as amigas, participem de rodas de conversa, construam redes de apoio, leiam outras mulheres.
Pode parecer pouco mas é somente com o letramento e com a mudança de cultura é que conseguiremos alcançar uma sociedade mais justa e equânime para todos. O Poder Público está fazendo a sua parte! E você já começou a se movimentar?
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