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EDITORIAL | Crise trará mudanças

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Crédito: REUTERS/Rahel Patrasso

Num ponto futuro, ainda indefinido, quando a pandemia provocada pela coronavírus for vencida, passará ao primeiro plano a tarefa de reconstruir uma economia devastada.

Quem pensa a respeito constata que não será fácil, mas espera que possa ser a oportunidade para grandes mudanças, direcionadas para a construção de um sistema econômico mais equilibrado, menos concentrado, com as diferenças agora desnudadas abrindo espaço para mais racionalidade e, num sentido verdadeiro, mais eficiência.

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Significa mudar muito, significa para alguns abrir mão de poder e seus privilégios, mas pode significar também a chance de menos riscos e menos instabilidade.

Algo muito diferente da atualidade, em que a especulação financeira é protegida e estimulada, num modelo claramente artificial, com menor geração de riquezas, de oportunidades de trabalho e maior concentração da renda.

Em larga medida foi por conta desse modelo, em que a produção industrial chegou a ser vista como atividade bruta e suja, enquanto produzir inteligência e conhecimento passaria a ser a atividade mais nobre, reservada aos países hegemônicos. O modelo, em que países como os Estados Unidos enxergavam seu futuro, claramente não funcionou, mas certamente ajudou a abrir espaço para o crescimento da China e da Índia. Mudança radical e arriscada nos mostra agora a pandemia, com o mundo inteiro correndo atrás desses dois países.

O primeiro concentrando, por exemplo, a produção de respiradores que para centenas de milhares de pessoas poderão significar viver ou morrer; a Índia dominando a produção de drogas, que são a base para a oferta de medicamentos.

Criou-se uma dependência que, além de muitíssimo arriscada tanto econômica quanto estrategicamente, representa em termos práticos exatamente o contrário do que se imaginava com a globalização, fundada na colaboração e na complementaridade.

Agora, confrontados com a incômoda realidade e uma crise sem precedentes, surge a percepção dos erros cometidos, dos quais resultou um desequilíbrio estrutural e o fim da ilusão de que o bom empresário deve comprar ou produzir onde encontrar as melhores vantagens.

O colapso de Detroit nos Estados Unidos, cidade que foi a meca da produção de veículos, tem muito a ver com estes conceitos ou com a crença dos próprios norte-americanos, nas alturas dos anos 70 no século passado, de que esta era uma indústria de segunda classe, de baixo retorno, a ser transferida para os países periféricos.

Cabe esperar e acreditar que tudo isso tenha sido bem compreendido e que a virtual reconstrução a ser iniciada em breve tenha em conta a realidade e, portanto, compreensão das mudanças desejáveis.

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