COTAÇÃO DE 20/05/2022

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$4,8730

VENDA: R$4,8740

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$4,9500

VENDA: R$5,0570

EURO

COMPRA: R$5,1492

VENDA: R$5,1504

OURO NY

U$1.846,53

OURO BM&F (g)

R$288,58 (g)

BOVESPA

+1,39

POUPANÇA

0,6441%

OFERECIMENTO

Opinião Opinião-destaque

EDITORIAL | E nada será como antes

COMPARTILHE

Crédito: Freepik

Apostas, sejam quais forem, no momento serão pelo menos temerárias, posto que as incógnitas continuam sendo maiores. Mesmo assim cabe espaço para otimismo, para quem acredite que, passada a pandemia, apesar do tamanho do tombo a recuperação da economia poderá ser mais rápida do que se imagina.

E com ganhos de qualidade, uma vez que a indústria poderá ser favorecida. Nesse sentido, o susto com as proporções da dependência da economia brasileira, obrigada a importar da China até mesmo máscaras de proteção fácil, parece que poderá fazer bem.

PUBLICIDADE




Algo que nos atinge, mas é preocupação da maioria dos países, os ricos inclusive, que correram atrás das facilidades chinesas, seus custos atraentes, abandonaram a produção local, e na primeira crise de grandes proporções se deram conta da própria fragilidade.

De volta ao Brasil, que tem exatamente na China seu maior parceiro comercial, forte comprador de commodities minerais e agrícolas, da noite para o dia ficou mais barato comprar eletrodomésticos naquele país, aplicar marca e rótulos locais e, o mais discretamente possível, colocar em algum cantinho o indispensável made in china, o que se aplica também a calçados, roupas e o que mais for possível imaginar.

Nada demais, apesar das antigas queixas sobre a desindustrialização da economia local, para quem sabe que os Iphones, espécies de ícones modernos da indústria norte-americana e sonho de consumo no mundo inteiro, são fabricados exatamente na China.

Tudo ia muito bem até que o mundo descobriu ao mesmo tempo que precisava de respiradores para tratar os casos mais graves da pandemia e que a produção desses equipamentos que para muitos representam a diferença entre viver ou morrer, estava concentrada também no pais asiático, que também enfrentava o vírus e não tinha como atender a todos. Da noite para o dia fábricas de automóveis, fechadas pela quarentena, viraram reparadores ou fabricantes desses equipamentos.

PUBLICIDADE




Fala-se muito que o mundo não será o mesmo quando passar a pandemia e esse é um dos aspectos de discussões que vem ganhando força em muitas indústrias brasileiras, que já trabalham, ou se preparam, para reduzir a dependência, deixando de lado a falsa segurança de comprar – ou fabricar – onde for mais barato.

Objetivamente, o que significa levar em conta um outro problema, a volatilidade cambial, indústrias e entidades que as representam estudam que produtos são essenciais para o país, para os quais faz sentido criar uma política de nacionalização, a partir também de estímulos à ciência e à pesquisa. São tendências que, se confirmadas, nos mostrarão, sob este aspecto, que de fato existem males que vêm para o bem.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!