COTAÇÃO DO DIA 22/01/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,4780

VENDA: R$5,4790

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,5070

VENDA: R$5,6470

EURO

COMPRA: R$6,6088

VENDA: R$6,6101

OURO NY

U$1.853,68

OURO BM&F (g)

R$ (g)

BOVESPA

-0,80

POUPANÇA

0,1159%%

OFERECIMENTO

Mercantil do Brasil - ADS

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Opinião
Página Inicial » Opinião » EDITORIAL | Grande chance posta a perder

EDITORIAL | Grande chance posta a perder

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Crédito: REUTERS/Sergio Moraes.

O presidente da Petrobras, Roberto Castelo Branco, esteve em Nova Iorque na semana passada para mais uma rodada de encontros com investidores e, por óbvio, explicações sobre a política e projetos da estatal. Em termos mais diretos, para buscar, primeiro, confiança e, segundo, os investimentos que frustraram o último leilão para concessões, realizado no final do mês passado e no qual os lances mais relevantes ficaram por conta da própria estatal. Castello Branco fez algumas afirmações que geram preocupação.

Para começar, disse que a empresa vai focar suas atenções em exploração e produção de petróleo e gás natural, em águas profundas, portanto, os campos do pré-sal. Paralelamente, descontinuará as atividades no território continental, hoje concentradas no Norte-Nordeste. O que o presidente entende como “foco” poderá ser, potencialmente, uma ameaça. De que outra maneira, afinal, entender que seja preferível exportar óleo cru, em que o País já alcançou a autossuficiência, e importar refinados, com maior valor agregado e que chegam ao consumidor local contaminados pela especulação internacional.

Se não bastassem as palavras do presidente, a elas poderia ser acrescentada a informação de que o plano de investimentos da Petrobras para os próximos quatro anos soma U$ 75 bilhões e, desse valor, apenas 8% será dedicado ao refino, área em que, junto com a distribuição, estaria concentrada a maior fatia de ganhos para a empresa. Pelos mesmos motivos soa estranho que a empresa tenha decidido vender oito de suas treze refinarias, sintomaticamente conservando apelas aquelas localizadas no eixo Rio-São Paulo. Minas Gerais e a Refinaria Gabriel Passos, envelhecida, desatualizada e já incapaz de abastecer o mercado local, ficam de fora, numa regressão cujo grande impacto econômico as lideranças locais aparentemente não se deram conta.

Tudo isso autoriza a conclusão de que o País está pondo a perder seus esforços e seus investimentos para fazer do petróleo o passaporte para seu ingresso no mundo desenvolvido.

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

VEJA TAMBÉM

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!

FIQUE POR DENTRO DE TUDO !

Não saia antes de se cadastrar e receber nosso conteúdo por e-mail diariamente