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Opinião

EDITORIAL | Receita para o Ano Novo

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Créditos: Agência Brasil

Não será exagero ou excesso de otimismo afirmar que, embora persistam incertezas, na economia o ano termina melhor que começou. Também não será equivocada, tudo indica, a afirmação de que 2020, que está chegando, será melhor que 2019, com mais renda, mais consumo e mais produção. Tudo aponta nessa direção e eventuais desvios, se acontecerem, virão do campo político, de sobressaltos paralisantes que, não nos iludamos, podem acontecer.

O Produto Interno Bruto (PIB), a mais utilizada medida de crescimento, ou não, de uma economia, chega a este último dia do ano registrando uma variação positiva em torno dos 2%. Pouco ainda, principalmente num país que conta 12 milhões de desempregados e pelo menos 20 milhões de trabalhadores informais, sem garantia de renda. Mas, se procurarmos focar nossas atenções na metade cheia do copo, enxergaremos que avanços aconteceram, bem ilustrados no desempenho da indústria, onde estão os empregos de melhor qualidade, que fechou bem o ano e espera mais para 2019.

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Otimismo é sempre recomendável, tanto quanto a cautela, uma combinação que costuma produzir resultados seguros. Nessa linha, nos chama atenção, na observação dos principais números relativos ao ano que termina, que a Bolsa de Valores cresceu neste ano mais de 20% e na quinta-feira passada o Ibovespa chegou aos 117 mil pontos. Um recorde, um ponto de interrogação e motivos para algumas dúvidas relevantes. Esta aparente ebulição, que poderia ser positiva e saudável, parece descolada da economia real, em que, como foi dito acima, o crescimento neste ano ficará em torno dos 10%.

A diferença gritante, se comparada a quaisquer dos outros indicadores relevantes da economia, pode significar especulação a um nível preocupante, guardadas as proporções, nos fazendo lembrar a crise financeira de 2008-2009, depois de um período de preocupação ensandecida e de pouca atenção aos investimentos produtivos, aqueles que de fato geram riquezas, geram empregos, renda, produção e consumo. Para quem mira o equilíbrio e sonha com o crescimento sustentável, este é claramente um ponto a observar, acompanhar e corrigir, se necessário, no decorrer dos próximos meses.

Precisamos e devemos investir em produção, em geração de empregos, aumento da renda e sua melhor distribuição, num processo de redistribuição que, este sim, é capaz de acelerar as rodas da economia. A Bolsa pode ser parte vital desse processo, financiando-o. Porém, repetindo, sem espaço algum para a especulação, para o ganho não produtivo.

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