Crédito: Carlos Alberto/Imprensa MG

As indefinições com relação ao destino do Aeroporto da Pampulha podem estar mais próximas do fim com a decisão do Ministério da Infraestrutura de retirar da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) a gestão do aeroporto, que passará ao governo mineiro a partir do dia 1º de janeiro próximo.

Ao assinar as portarias que mudam o status do Pampulha, o ministro Tarcísio Gomes de Freitas disse que estava sendo atendida antiga demanda do governo mineiro, que considera aquele aeroporto, ainda o terceiro em movimentação no Estado, perdendo apenas para Confins e Uberlândia, estratégico para a infraestrutura de transportes regional.

A imediata reação da administração estadual, mandando publicar o chamado Procedimento de Manifestação de Interesse com o objetivo de receber estudos e subsídios técnicos para estruturação do projeto de concessão, etapa que deve ser cumprida até o próximo dia 20, sugere consciência com relação à importância do Pampulha ou, quando menos, o entendimento de que um equipamento daquele porte não pode ser abandonado, morrendo aos poucos.

Fica no ar, de fato, a impressão de que a bússola agora está apontando para a direção correta, inclusive com a antecipação de que o modelo de concessão deverá, obrigatoriamente, estar alinhado com o Plano de Desenvolvimento do Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte, portanto em harmonia e, imagina-se, caráter complementar, com as operações de Confins, que acaba de ganhar o status de Aeroporto Industrial.

São aeroportos diferentes e com papéis diferentes, não concorrentes mas necessariamente complementares, facilitando e ampliando a movimentação de passageiros, com ganhos mútuos.

Além do governo do Estado, que trabalha com este objetivo, já surgiram indicações de que a concessionária de Confins, antes totalmente arredia à possibilidade de incremento das atividades na Pampulha, teria entendido que a integração trará escala e benefícios para os dois aeroportos.

É o que interessa, é o que pode e deve ser feito, com benefícios para os operadores dos dois aeroportos, para as companhias aéreas e para os passageiros, enquanto o Estado ganha um complexo aeroportuário com posição altamente estratégica no território nacional, o que também pode significar vantagens para todos os players.

São motivos mais que suficientes para que se espere que todos estes planos sejam levados à frente com sucesso, em circunstâncias que inclusive descartam a hipótese de alienação do controle acionário atualmente em poder da Infraero, livrando a estatal, nesse caso em particular, de prejuízos que se acumulam ano a ano.