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Crédito: REUTERS/Christian Hartmann
Crédito: REUTERS/Christian Hartmann

O aumento da temperatura no Oriente Médio, consequência das tensões entre Estados Unidos e Irã, deixa o mundo mais uma vez em suspense. As possibilidades de uma guerra aberta entre os dois países são distantes, posto que implicaria riscos que ninguém parece disposto a encarar.  Persiste, no entanto, o clima de incertezas – e medo – potencializado pela troca de acusações e ameaças entre os dois países. A questão mais imediata, na realidade o pano de fundo de toda a crise, diz respeito à economia, ao suprimento de petróleo e seus preços.

É nesse plano, pelo menos de imediato, que a questão chega ao Brasil, ainda com incertezas quanto à possibilidade de elevação dos preços dos derivados de petróleo, refletindo a alta internacional que, desde o assassinato do general iraniano, ficou em torno dos 5%.  Por enquanto a Petrobras, que reitera sua política de preços, continuará atrelada ao mercado internacional, diz acreditar que esta será, provavelmente, uma situação de curta duração, e sem maiores reflexos. Independentemente da posição da empresa, a alta administração federal tenta se prevenir, propondo como alternativa a redução do ICMS cobrado pelos estados, na média de 30% sobre o preço final.

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Para quem observa de fora fica a impressão, mais uma vez, de que o governo não quer enxergar a verdadeira natureza do problema, enquanto insiste na ideia de que subsídios estão fora de questão. O problema, como já foi apontado aqui, é outro e bem diferente. O que de fato interessa, o que deveria ser levado em conta, é saber quanto custa à Petrobras cada barril de petróleo produzido, incluindo nessa conta, evidentemente, todos os custos suportados pela empresa e as reservas necessárias para novos investimentos. O valor apurado seria o parâmetro mais real, aquele a ser seguido, e não os ditados pela especulação internacional, diga-se de passagem interessante, para o país que, segundo informações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), atualmente exporta 1 milhão de barris/dia de óleo, embora importe refinados.

Fazer as contas não deve ser difícil, na realidade é até fácil e esse exercício levaria às mesmas conclusões que, nos tumultuados anos setenta do século passado, período da crise do petróleo ditada pela Opep, levaram o País a se esforçar para, felizmente com enorme sucesso, desenvolver produção própria e dessa forma livrar-se da indesejável e altamente perigosa dependência. Cumprir o objetivo, que é também estratégico, não parece ter sido o suficiente, uma vez que agora a preocupação maior parece ser os dividendos pagos pela Petrobras na Bolsa de Nova York. Difícil, senão de todo impossível, acreditar que essa política possa ser a melhor para o País.

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