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Opinião
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Crédito: REUTERS/Adriano Machado

Carlos Perktold *

O ser humano é surpreendente para o bem ou para o mal em todas as frentes de batalha. Quem viveu em cidade pequena pelo interior do País ou na Belo Horizonte de décadas atrás, sabe da existência de comerciantes que, depois de atingir o êxito, fracassavam e pediam concordata ou falência. Não suportavam o sucesso pelo qual tanto trabalharam. Como são guerreiros, davam a volta por cima e retornavam com força para se reerguerem no mundo dos negócios. Depois de alguns anos, com a vitória de volta, repetem o fracasso: abrem falência novamente. Isso se segue indefinidamente. A repetição é a grande tragédia humana, disse Montaigne, e é eliminada só com o autoconhecimento, acrescentou Freud.

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Bolsonaro e seus filhos agem como se fossem desses comerciantes cheios de sucessos e fracassos. O quadro geral no qual o governo atual tem tido sucesso e se atolado parece com aquele dos comerciantes acima. Para cada êxito, há um tiro no pé para presidente e família voltarem a mancar. Como políticos com olhar de lince, todos da família perceberam o cansaço dos eleitores com a esquerda e se apresentaram como a antítese dela. Os resultados foram as eleições do filho, que, de deputado estadual, foi para o Senado com expressiva votação e o do próprio, pai que, de deputado federal, passa a Presidência da República.

Lixando-se para a liturgia do cargo e cheio de espontaneidade, nosso presidente fala o que pensa e sente, esquecendo-se do lugar que ocupa no qual cada palavra é dissecada em especial pelos oposicionistas de plantão, sempre cheios de ódio. Seus filhos, seguindo o modelo do pai, falam o que pensam e se surpreendem com os resultados politicamente nefastos. Os exemplos estão todos os dias nos jornais. A pergunta que fica é: há alguém na família ou no governo com intimidade e coragem bastante para falar com todos os seus integrantes as consequências de suas palavras? Se existe, não há neurônios funcionando na cabeça dos Bolsonaros para entenderem que em seis meses de governo, foram eles próprios os seus maiores adversários políticos? A esquerda exige benevolência com ela, mas não perdoa quem é contra.

A forma correta de privatizações em geral, os cortes de inexplicáveis benesses financeiras, a extinção de ministérios, de grupos de “trabalho” e de outras desnecessárias instituições, nos faz pensar que o caminho para recuperação da economia e do País está correto. Breve, os resultados aparecerão. Enquanto isso não ocorre, é preciso suportar a esquerda odiosa, atenta a qualquer deslize do outro, mas jamais reconhecendo seus erros. A atual preocupação dela é colaborar e se certificar que o governo fracasse e, com isso, comprometa a possível reeleição do atual presidente. Se ele for candidato.

Torcem para que o fracasso triunfe. E é por isso que, repetindo o que fizeram no passado, votando contra “n” projetos de interesse do País, inclusive aquele que acabou com a inflação, continuam votando errado no presente e se desesperarão no futuro.




*Advogado, psicanalista e escritor

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