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Kolivan Colomarte*

Para quem trabalha com logística, em especial projetos logísticos, sempre nos chama atenção qualquer movimentação de carga de grande vulto como a do Antonov – 124 que desceu em Brasília há alguns dias. Porém fiquei intrigado com as informações passadas pela imprensa, pois mencionava 40 toneladas de cargas: máscaras de proteção, e outras mercadorias destinadas ao setor de saúde.

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Não disponho de maiores especificações da carga, mas pelo meu conhecimento em projetos logísticos, aeronaves como o Antonov, usualmente são afretadas em duas situações: para o transporte de cargas ditas “especiais”, principalmente aquelas excedentes em dimensões e peso, ou porque se perdeu o prazo de fabricação e a multa pelo descumprimento do prazo de entrega é superior ao gasto que se teria com a contratação de charter deste tipo, ou a combinação dos dois.

Estamos em um momento diferente, onde há restrições de transporte nos diversos modais, em especial o aéreo. Os grandes agentes de cargas (freight forwarders) têm utilizado de contratação de aeronaves na modalidade charter para cumprir seus contratos com os clientes, o que torna a curva de oferta x demanda mais íngreme. Havendo escassez de aeronaves como 747F, 777F, 767-300 e MD 11, que cumpririam bem a função. Ainda sim, acredito que haveria aeronaves como o IIyshiin -76, também de fabricação russa, que poderia ser uma das alternativas interessantes a ser utilizada e com um preço bem mais acessível.

Em uma análise, também temos que levar em consideração que na contratação de um Antonov vários são os fatores que podem atenuar ou aumentar o seu custo. O custo aumenta com o acréscimo de carga e consequentemente de peso, pois diminui a autonomia de voo. Mas também seu custo é reduzido se puder casar a operação, seja a vinda de mais carga para entrega a outro fornecedor no mesmo país ou em países próximos ou mesmo com operações de retorno de exportação.

Dessa forma, mesmo não tendo todas as informações sobre a carga, mas sabendo que se trata de carga geral (General Freight Forwarder – GFF), subentende-se que o motivo da contratação de um Antonov tenha sido para cumprimento de prazos contratuais.

Entretanto, excluindo-se a questão do momento e da escassez de aeronaves de grande porte no mercado e a não ser que tenha havido uma operação casada, ainda me intriga a contratação de um Antonov-124 para este transporte, pois, outras aeronaves cumpririam bem a função. E um charter desta magnitude que, “em tempos normais” custaria cerca de US$ 1,3 milhão, em tempos de novo coronavírus certamente superará os US$ 2 milhões. A ideia aqui não é criticar, principalmente porque não conheço detalhes da operação. Apenas refletir, compartilhar conhecimento e aprender!

*Executivo Sênior de Logística, comércio exterior, gestor comercial, projetos logísticos e compras internacionais

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