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Política

Áudios divulgados na CPI da Covid-19 envolvem Kalil

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Vereadores discutiram ações diante do conteúdo de áudios | Crédito: DIVULGAÇÃO - CMBH

Durante os depoimentos prestados ontem, no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, instaurada pela Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) com o objetivo de investigar o uso do dinheiro público nas ações de combate à pandemia na capital mineira o ex-secretário de gabinete do prefeito Alexandre Kalil (PSD), Adalberto Lage, divulgou fragmentos de uma conversa gravada, segundo ele, no dia 18 de agosto em reunião com o chefe do Executivo municipal. 

Os áudios, tornados públicos durante acareação que envolve, além de Alberto Lage, o ex-chefe de gabinete do prefeito, no período de 2017 a 2020, Célio Bouzada, sugerem que Kalil desincentiva o depoimento de Lage contra Bouzada na CPI da Covid-19, já que o ex-presidente da BHTrans seria defendido pelo advogado Hermes Vilchez Guerrero com o apoio financeiro de empresários de ônibus da Capital.

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“O que você ganha se você for lá e esculachar o (inaudível)? Você foi mal assessorado, não gosta, não sei o quê. Vai chegar para ele: vem cá amigo, vem cá no tribunal e fala como você foi mal assessorado. E o cara tá preparando uma peça dessa, desse tamanho, para pagar um milhão de reais para advogado. Que deve ser o Joel, o (palavrão), o Marcelo… como chama aqueles irmãos que mexem com… Lessa, entendeu? Eles rateiam lá, dá cem mil para cada um”, disse Kalil em trecho da gravação.

Os nomes citados, segundo o ex-secretário de gabinete, se referem ao ex-presidente do Sindicato das Empresas de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH), Joel Paschoalini, o empresário que atua nas empresas Rodopass e Trancid, Marcelo Carvalho Santos, e os empresários responsáveis pela Saritur: Rubens e Robson Lessa. 

Para o vereador Gabriel Azevedo (sem partido), entre os vários fatos graves que as gravações indicam, está a intimidação de Lage. “Bom, o que eu entendi é que o chefe de gabinete resolveu ter uma conversa com o Alexandre Kalil porque ele insistia para que ele (Lage) não saísse da administração. E ele gravou uma conversa de 40 minutos. E o conteúdo é gravíssimo, porque você tem, primeiro, o crime de intimidação, e, segundo, o de tráfico de influência”, afirmou Azevedo. 

Em coletiva convocada no fim da manhã de ontem, o prefeito Alexandre Kalil se pronunciou sobre o conteúdo da acareação, afirmando que a divulgação do áudio é irregular e criminosa e não condiz com a verdade. “O problema do áudio é que ele é distorcido, e quando ele for transcrito na Justiça, como será, todos vão ver que eu disse que eu pensava, que eu achava, que podia ser, que podia não ser que um advogado do nível do doutor Hermes Guerrero poderia estar sendo financiado por alguém”, afirmou Kalil. 

Vale ressaltar que, em nota à imprensa, o SetraBH informou que o ex-presidente do sindicato e os empresários citados no áudio não tiveram envolvimento na contratação ou contato com o advogado mencionado na divulgação do ex-secretário municipal Alberto Lage.

Apuração dos fatos

Após a acareação, 16 vereadores, e a presidente da Câmara, Nely Aquino, se reuniram para tratar do tema e possíveis ações diante do teor dos áudios. Em nota, a presidência da Câmara afirmou que irá aguardar a apreciação dos relatórios das comissões para adotar as medidas necessárias, mantendo, ainda, “os direitos ao contraditório e à ampla defesa dos investigados”. Ainda conforme informações divulgadas em nota, a presidência da CMBH afirmou que as duas comissões parlamentares de Inquérito, sendo elas da Covid-19 e da BHTrans, estão prestando serviços relevantes à sociedade belo-horizontina. 

“A CPI da BHTrans investiga denúncias de irregularidades no contrato de prestação de serviços de transporte de ônibus na capital e a legalidade da consultoria feita em 2018 pela empresa Maciel. Já a CPI da Covid-19 tem analisado gastos da PBH no período de pandemia, inclusive os relacionados a adiantamento de passagens para as empresas de ônibus”, informou a presidência da CMBH em nota.

Segundo o vereador Gabriel Azevedo, os fatos de hoje não estão presentes em pedidos de impeachment contra o prefeito Alexandre Kalil e lembrou, ainda, que os fatos revelados devem seguir em nova CPI: a do uso da máquina pública.

“As CPIs têm até o dia 12 de novembro para ser apreciadas. E o próximo passo é instaurar a terceira Comissão. É importante dizer que hoje nós tivemos o apoio de 16 vereadores, que representam 23 parlamentares. E todos nós compreendemos que essas ações podem constituir crime de responsabilidade”, ressaltou Azevedo.

Repasse antecipado

Alvo da CPI da Covid-19, o repasse de verbas de forma antecipada às concessionárias, que à época foi solicitado pelo ex-presidente da BHTrans e teve o objetivo de melhorar o fluxo de caixa das empresas de transporte, também foi tema da coletiva de Alexandre Kalil. O chefe do Executivo defendeu que o repasse de R$ 5 milhões às empresas representa um dia de ônibus parado, sendo que o dinheiro “emprestado” já está sendo devolvido aos cofres públicos. 

No total, conforme dados da Secretaria Municipal de Fazenda e relacionados em Informação Técnica BHTrans/SUTP/GCETT, de número 094/2021, de 14 de agosto de 2021, foram repassados ao Consórcio Operacional do Transporte Coletivo de Passageiros por Ônibus do Município de Belo Horizonte, entre março de 2020 e junho de 2021, a título de adiantamento, R$ 218.142.87,14.

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