Crédito: REUTERS/Adriano Machado

Brasília – O presidente Jair Bolsonaro reagiu com ironia ontem ao pedido feito na véspera pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), para que ele lidere um pacto em defesa do emprego no País após o impacto econômico provocado pela pandemia de Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus.

“Governador agora quer que eu faça um pacto pelo emprego, mas ele continua com o estado fechado”, disse Bolsonaro a apoiadores ao deixar o Palácio da Alvorada sem citar nominalmente o governador do Maranhão e referindo-se à medidas de distanciamento social adotadas para frear a disseminação do vírus, alvos constantes de críticas do presidente.

A conversa foi transmitida na Internet por um dos canais bolsonaristas que acompanham esses encontros.

Na segunda-feira (27), Dino enviou uma carta a Bolsonaro sugerindo uma reunião com os governadores e presidentes de confederações empresariais e de centrais sindicais para que seja construído um “pacto nacional pelo emprego”. Segundo o governador, a epidemia impôs “desafios sem precedentes a governantes de ordem humanitária, sanitária e econômica”.

Um dos governadores mais críticos de Bolsonaro, Dino cita na carta o cenário previsto pelo Ministério da Economia em que se antecipa um aumento da taxa de desemprego e diz que é preciso planejar com urgência medidas para evitar esse cenário.

O Maranhão foi o primeiro estado a decretar lockdown total na zona metropolitana de sua capital, São Luís, para evitar o colapso do sistema de saúde. Nesse momento, no entanto, o estado está em abertura parcial e com queda no número de casos. (Reuters)