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A condução das políticas e ações de combate ao novo coronavírus, equivocada para alguns parlamentares e acertada para outro deles, e os planos para a retomada econômica após a pandemia. Esses temas deram a tônica dos discursos da maior parte dos parlamentares ontem, na retomada das atividades da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Cristiano Silveira (PT) lamentou as 149 mortes por Covid-19 em Minas Gerais nas últimas 24 horas, número recorde desde o início da pandemia no Estado, que já atingiu 3 mil mortos e 135 mil contaminados. “No Brasil, não é diferente e os números estão elevadíssimos”, alertou.

Nesse aspecto, o deputado lamentou a demora do governo federal para criar um programa de crédito para pequenas e micro empresas e a divulgação equivocada de medicamentos sem eficácia comprovada, como a cloroquina.

Por último, Cristiano Silveira defendeu a inclusão na pauta do Plenário de projeto de sua autoria, que prevê a prorrogação dos contratos de trabalho do governo por tempo indeterminado.

Subnotificação – Concordando com o colega, André Quintão (PT) disse que os governos de Jair Bolsonaro e Romeu Zema estão subestimando o dano que a pandemia tem causado. “As pessoas dizem que Minas está com os números estabilizados, mas centenas ainda estão morrendo, sem contar a subnotificação, já que o Estado é um dos que menos testa no País”, apontou.

Ele afirmou, ainda, que apesar de, na média, Minas Gerais contar com disponibilidade de leitos, em algumas regiões a situação já é crítica.

Decréscimo – Já Carlos Pimenta (PDT) saiu em defesa do governo mineiro, declarando que a taxa de infecção de Minas é uma das menores entre os estados brasileiros, graças às medidas tomadas. “Também não tivemos saturação das redes hospitalares e, hoje, estamos com uma taxa controlável. E por tudo isso, não tivemos um pico da doença”, avaliou.

Além disso, o deputado declarou que todas as regiões de Minas foram prontamente atendidas pelo governo e o secretario de Saúde, Carlos Amaral, atua de forma exemplar. Na opinião dele, em cerca de uma semana, Minas terá decréscimo no número de mortes e contaminação.

Recuperação – Para Virgílio Guimarães (PT), a crise provocada pelo coronavírus está se prolongando muito e, em boa hora, a Assembleia inicia a discussão sobre a recuperação econômica do Estado. Segundo ele, começará a tramitar um plano de desenvolvimento para as regiões Norte e Nordeste de Minas.

Ele completou que foi designado pela comissão para fazer estudos preliminares sobre o assunto, envolvendo principalmente a mineração. “Por gerar grande impacto ambiental e social, o setor mineral deve ser visto com responsabilidade. Ele traz benefícios, mas também riscos. Por isso temos que pensar nas contrapartidas”, refletiu.

Celinho Sintrocel (PCdoB) comemorou o anúncio, feito pelo Governo de Minas, de investimento em duas rodovias na sua região de atuação, o Vale do Aço. Serão R$ 140 milhões, para a realização de obras na LMG-760 e na estrada Parque Bispo Dom Helvécio.

Emenda – A destinação de parte das verbas parlamentares do seu mandato por meio de edital para premiar escolas públicas com bom rendimento foi o tema abordado por Laura Serrano (Novo).

De acordo com a deputada, o edital, batizado de “Corrida do Saber”, utiliza notas do Proeb, avaliação anual da educação básica em Minas, para premiar as escolas com maiores notas e maior evolução entre um ano e outro. Na primeira edição, 37 escolas foram premiadas.

Pouso Alegre – Dalmo Ribeiro Silva (PSDB) prestou homenagem à Arquidiocese de Pouso Alegre, que está completando 120 anos e tem 69 paróquias vinculadas, tendo à frente o bispo Dom Magela.

O deputado registrou ainda sua satisfação por ter sido aprovada no orçamento do Estado uma emenda de sua autoria destinada ao turismo. E lembrou de outra emenda aprovada no Congresso para que os circuitos turísticos recebam recursos. (Com informações da ALMG)