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Crise hídrica exige ações de longo prazo

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Crédito: Divulgação

A crise hídrica que afeta o País já causa restrições em cinco regiões de Minas Gerais, incluindo a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), cuja captação de água na bacia do rio das Velhas está restrita até o início do próximo mês, inclusive para uso industrial. Entidades de classe mineiras avaliam a medida como necessária, mas alertam para a importância de investimentos e ações de longo prazo tanto por parte do setor público como pelo privado.

Além do rio das Velhas, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) também já declarou situação crítica de escassez hídrica na região Noroeste, em parte da região Leste, na cidade de Uberaba, no Triângulo, e na estação fluviométrica de São Pedro do Suaçuí. Com as portarias, todas as captações de água nas bacias passam a ter restrições de uso.

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Há, por exemplo, redução de 20% do volume diário outorgado para as captações de água para a finalidade de consumo humano, dessedentação animal ou abastecimento público; de 25% para a finalidade de irrigação; de 30% para consumo industrial e agroindustrial; e de 50% para as demais finalidades, exceto usos não consuntivos.

Diante do cenário, a Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas) criou um grupo de trabalho multidisciplinar para reunir informações sobre a situação dos reservatórios de abastecimento de água e de geração de energia elétrica em Minas Gerais. De acordo com o vice-presidente da entidade, Epiphânio Camillo, o objetivo é justamente buscar conhecer nas fontes primárias as informações sobre o contexto, dimensão e alcance da crise, de maneira a informar e orientar associados.

“Realizamos algumas reuniões e entendemos que, neste momento, faz-se necessário um trabalho de conscientização. Esse é um problema sistêmico, por isso, precisamos estabelecer ações de médio e longo prazo. Cabe a entidades como ACMinas orientar seus associados e, ao mesmo tempo, cobrar das lideranças e acompanhar propostas e atividades que visem equacionar e implementar soluções de infraestrutura que tragam equilíbrio ao sistema”, avalia.

Conscientização

O gerente de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Wagner Soares, por sua vez, esclarece que antes mesmo de o Igam incluir qualquer região hidrográfica na fase de restrição de captação, há os níveis de alerta e atenção. Por isso, já há alguns meses, a entidade vem trabalhando em uma campanha de conscientização junto ao setor produtivo intitulada: “Escassez hídrica e energética – A indústria precisa agir”.

Segundo ele, a iniciativa tem o objetivo de sensibilizar e oferecer soluções para o setor produtivo. “Há seis anos tivemos a mesma situação. Naquela época, a Fiemg e outras entidades capitanearam um pacto pelo uso consciente da água, que trazia exatamente a deliberação dos 30% e uma atuação conjunta em vistas de proporcionar essa redução em seus processos produtivos”, recorda.

Desde então, a orientação para todo industrial inclui o conhecimento sobre a importância do recurso natural em suas operações. “O pensamento deve ser: se amanhã eu não tiver água, o que acontece com minha produção?”. E a partir dessa resposta, iniciar um planejamento hídrico estabelecendo as etapas em que faz uso de água, quanto, porquê e qual a qualidade da mesma”, explica.

Ele cita a indústria de alimentos e a siderurgia como setores com grande demanda pelo recurso natural. Assim como a própria mineração e o agronegócio. 

Por fim, o gerente de Meio Ambiente ressalta que, na prática, neste novo momento de racionamento, quem começou a se planejar nos anos anteriores não está tendo qualquer problema com a captação. Isso inclui um número considerável de empresas que têm avançado em projetos de reutilização da água. “A Fiat Betim, por exemplo, já recircula 98% do volume que usa. O setor têxtil reutiliza 60%”, argumenta.

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