O setor de turismo foi um dos mais prejudicados com a pandemia do Covid-19 | Crédito: Divulgação

Apesar de o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ter afirmado na quinta-feira (9) que vai divulgar um protocolo para as prefeituras que optarem por reduzir o isolamento social, o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, afirmou em coletiva de imprensa virtual, também na quinta-feira, que, naquele momento, ainda estava cedo para a flexibilização de medidas.

A afirmação de Romeu Zema foi feita em uma coletiva em Brasília, após ter participado de uma reunião com o presidente da república, Jair Bolsonaro. Na ocasião, Zema indagou se todas as atividades devem ser limitadas mesmo naqueles municípios sem nenhum registro de Covid-19.

Como muitos prefeitos já tomaram algum tipo de medida em relação às restrições, segundo o governador, a ideia é que o protocolo traga o tipo de comportamento que deve ser adotado em relação às liberações, como a não aglomeração de pessoas nos espaços, uso de máscaras, entre outros.

Romeu Zema destacou, ainda, que a curva de mortes e de casos do novo coronavírus (Covid-19) em Minas Gerais tem se mostrado melhor do que em outros estados. Durante a coletiva de imprensa, Carlos Eduardo Amaral também ressaltou que as medidas de isolamento social vêm dando certo, fazendo com que o pico de contaminação fosse adiado e que a projeção do número de infectados fosse menor.

Explosão de casos – Contudo, o secretário de Estado de Saúde lembrou que, mesmo assim, Minas Gerais tem visto um incremento no número de casos da doença, o que significa que, progressivamente, há uma parcela maior da população tendo contato com o novo coronavírus (Covid-19). “Se nós acabarmos o isolamento de uma vez, teremos um risco maior de explosão de casos”, diz.

Para ele, é necessário ter uma orientação clara do ponto de vista da epidemia que mostre que a reabertura do comércio e das empresas não trará um risco maior para a sociedade.
Baseado nisso, diz ele, “Do ponto de vista epidemiológico, a secretaria acompanha dia a dia a necessidade de leitos de hospital, os casos que são confirmados, os casos que são notificados, para termos uma ideia do número de pessoas que estão se expondo ao vírus”, destaca.

Por outro lado, afirma Carlos Eduardo Amaral, o governo tem realizado estudos para buscar o que seria mais adequado em relação à atividade econômica e à segurança da sociedade se vierem a ser modificadas, um pouco, as regras do isolamento social.

“Mas, de uma forma geral, o que nós entendemos é que ainda está cedo, hoje, 9 de abril, não temos como ter essa certeza de qual caminho e qual vai ser a flexibilização. Nós precisamos de um pouco mais de tempo para termos uma noção melhor do número de pessoas que já foram contaminadas, como elas estão evoluindo, termos uma estruturação melhor ainda da nossa rede hospitalar para que essas posturas, essas mudanças, possam acontecer”, salienta.

Zema e Bolsonaro discutem situação de MG

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, se encontrou, na manhã de quinta-feira (9), com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e com o ministro da Economia, Paulo Guedes, em Brasília, para discutir possíveis saídas para a situação financeira do Estado, agravada pela pandemia do coronavírus.

Um dos temas discutidos na reunião, que também contou com a presença de Luiz Eduardo Ramos, ministro-chefe da Secretaria de Governo do presidente, foi a viabilidade de retomar a operação do nióbio, que poderia amenizar os impactos da paralisia do mercado financeiro.

“O Estado estava conduzindo, desde o final do ano passado, mas devido à paralisia do mercado financeiro ela foi suspensa. Uma saída para retomarmos é a ajuda do governo federal, que possui grandes bancos, como o Banco do Brasil e a Caixa, e eles poderiam assumir essa operação”, afirmou o governador.

Ele destacou a queda de arrecadação provocada pela pandemia do coronavírus em Minas Gerais, que poderá desequilibrar ainda mais a situação econômica. A projeção é que o Estado venha a ter, caso a economia caia 4%, R$ 7,5 bilhões a menos de ICMS neste ano.

“Tenho certeza que este problema não é exclusivo de Minas. Ele afeta muito os estados do Sul e do Sudeste. O governo federal precisará fazer alguma coisa. Que ele tenha algo em troca, como essas medidas de austeridade, às quais eu sou favorável. Vale lembrar que eu sou contrário a receber recursos para gastá-los mal. Eu sou favorável a receber o recurso para fazer face a uma necessidade”, ressaltou.

Em Brasília, o governador se reuniu ainda com o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, e com o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães.

Também participaram dos encontros o secretário-geral de Minas Gerais, Mateus Simões; o secretário de Estado da Fazenda, Gustavo Barbosa; e o secretário de Planejamento e Gestão, Otto Levy. (Agência Minas)

Efeitos da pandemia no comércio na pauta da CMBH

Preocupada com os impactos da pandemia de Covid-19 para trabalhadores e empresários na Capital, a Câmara de Vereadores de Belo Horizonte realizará reunião especial, na segunda-feira (13), para discutir ações do município para o funcionamento do comércio na cidade.

O debate está previsto para as 10h, no Plenário Amynthas de Barros, e deve contar com a participação de lojistas e representantes da Prefeitura para buscar alternativas econômicas durante o período de quarentena.

Autor do requerimento para a reunião, o vereador Léo Burguês de Castro (PSL), líder de governo, alerta para a importância desse debate, “no momento em que vivemos a maior crise sanitária e econômica do País e, consequentemente, do nosso município”.

O vereador conta que o objetivo é discutir as medidas adotadas pela Prefeitura para viabilizar o funcionamento parcial do comércio durante o período de quarentena em razão do novo coronavírus. A expectativa é avaliar também a possibilidade de reabertura de alguns estabelecimentos que estão ainda fechados e discutir mecanismos de apoio a trabalhadores e empresários.

Convidados – O evento deve contar com gestores municipais indicados pelo prefeito Alexandre Kalil e representantes da sociedade civil, ligados a diferentes entidades comerciais. Entre elas, o Sindicato do Comércio Lojista de Belo Horizonte (Sindilojas BH); o Sindicato dos Empregados no Comércio de Belo Horizonte e Região (SEC); a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis/Minas Gerais (Abih-MG); a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de BH e Região Metropolitana (Sindihorb); a Associação Brasileira de Promotores de Eventos (Abrape); a Associação Mineira de Supermercados (Amis); o Sindicato do Comércio Atacadista de Gêneros Alimentícios de Belo Horizonte e Contagem (Sincagen); o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Belo Horizonte (Sincovaga); o Sindicato do Comércio Varejista de Automóveis e Acessórios de Belo Horizontes (Sincopeças) e o Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Materiais de Construção, Tintas, Ferragens e Maquinismo de Belo Horizonte e Região (Sindimaco). (Com informações da CMBH)