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Política

Reforma pode ser aprovada no 1º semestre, avalia líder

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Crédito: REUTERS/Adriano Machado

Brasília – A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), afirmou ontem que há tempo hábil para a reforma da Previdência ser aprovada na Câmara dos Deputados ainda no primeiro semestre deste ano.

Segundo Joice, o governo do presidente Jair Bolsonaro já foi avisado por lideranças sobre a resistência às mudanças nas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural, mas não é possível alterar o texto muito além disso, sob o risco de a reforma ficar “anoréxica”.

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“Nós temos tempo hábil ainda para aprovar neste primeiro semestre aqui na Câmara, as costuras são feitas exatamente para isso”, disse a líder a jornalistas. “A nossa preocupação é votar no primeiro semestre a nova Previdência com o tamanho que nos precisamos”, acrescentou.

Mais cedo, a deputada afirmou que a Câmara contará com um “gabinete de inteligência”, com técnicos da equipe econômica para tirar dúvidas de parlamentares sobre a reforma da Previdência.

Segundo ela, a equipe do Ministério da Economia já estava à disposição de parlamentares, mas agora técnicos da pasta ficarão de plantão para fornecer informações específicas e municiar os deputados.

“A gente vai ter um grupo aqui do Ministério da Economia à disposição para trabalhar durante todo o momento dando informações aos parlamentares, explicando, tirando qualquer dúvida que possa haver em relação ao texto, inclusive por região – porque a gente sabe que em cada região o calo aperta em um lugar diferente”, disse a líder.

“Queremos dar toda a segurança para o parlamentar explicar para o seu eleitor porque a Nova Previdência é tão importante.”

O secretário especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, que esteve reunido com Joice na manhã de ontem, considerou o gabinete de inteligência “de bom tom” e “pertinente”.

“O dia a dia no Congresso acontece aqui”, disse o secretário a jornalistas. “A partir da próxima semana já estaremos aí com técnicos à disposição aqui no gabinete da liderança do governo no Congresso, e esse suporte vai ser dado de forma mais estreita.”

Joice avaliou que a articulação política do governo já apresentou melhoras, mas admitiu que temas como as mudanças nas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural, dois dos pontos mais polêmicos da proposta, devem ser alterados no texto da PEC. “BPC e rural é meio que favas contadas. Vai ter uma mexida. Eu não sei o tamanho da mexida”, disse a líder.

Cronograma – A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência tramita em uma comissão especial, que debaterá o mérito da matéria. Na próxima semana, o relator da PEC, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), deve apresentar uma proposta de cronograma.

Segundo o presidente da comissão, Marcelo Ramos (PR-AM), a ideia é que o cronograma trabalhe com o horizonte de uma votação em plenário em julho. Pelas estimativas dele, o relatório da proposta deve ser apresentado na primeira semana de junho, mas o plano de trabalhos ainda precisa ser acordado com coordenadores de bancadas da comissão.

Acordo firmado na instalação da comissão previa que os prazos regimentais passassem a valer a partir do próximo dia 7. Mas como o tempo de tramitação da proposta na comissão toma como referência as sessões do plenário da Casa, já foi computado um dia nessa contagem de prazo na terça-feira, quando 51 deputados registraram presença na Casa e tornaram possível a realização de uma sessão não deliberativa.

A comissão especial tem 40 sessões do plenário para proferir parecer, sendo que a apresentação de emendas à proposta tem de ser feita nas 10 primeiras sessões.

A expectativa é que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prorrogue o prazo de apresentação de emendas para compensar o dia já computado na terça-feira. (Reuters)

Marinho insistirá no texto original

Brasília – O secretário especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, disse ontem que defenderá na íntegra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência para honrar a assinatura que o presidente Jair Bolsonaro colocou no texto ao enviá-lo ao Congresso Nacional.

Em entrevista ao lado da líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), Marinho disse não ter dúvida que a proposta será aprovada, mas resta saber com que abrangência ela sairá do Congresso.

“Hoje não se discute mais se vai se aprovar ou não. É o tamanho da Previdência que será aprovada. E quanto maior o impacto fiscal, maior capacidade o governo terá de atender as capacidades legítimas da maioria da população brasileira”, disse o secretário.

Marinho esteve reunido com a líder do governo para acertar um “gabinete de inteligência”, um centro de informações a deputados com técnicos da equipe econômica de plantão para atender os parlamentares.

Ainda que ressalve a prerrogativa do Congresso de modificar o texto da PEC da reforma, lembrou que como representante do governo defenderá a aprovação da proposta original.

“Evidente que entendendo como funciona o Parlamento brasileiro, e eu tenho uma experiência de três mandatos, o que vem aqui para o Parlamento é aperfeiçoado, é modificado, é alterado, mas esse é um processo absolutamente natural e dentro da democracia. Agora, não é possível que o governo não defenda o que apresentou e nós vamos defender”, afirmou.

Para o secretário, o governo terá a oportunidade de defender o texto encaminhado durante a discussão da PEC na comissão especial, responsável pela análise do mérito da PEC.

Marinho cobrou ainda, um posicionamento mais convicto de governadores a favor da proposta, de forma a mobilizar deputados e votos favoráveis.

“O que estamos vendo é que alguns governadores precisam se comprometer mais com a reforma, que vai beneficiar o conjunto de Estados e municípios por todo o país”, disse o secretário, acrescentando que haverá oportunidade para que os gestores se posicionem de maneira mais explícita. (Reuters)

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