TRE-MG mobiliza forças de segurança para eleições em Minas Gerais

Efetivo policial estará de prontidão nos 853 municípios mineiros; em Belo Horizonte, escolta das urnas será monitorada em tempo real
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TRE-MG mobiliza forças de segurança para eleições em Minas Gerais
Às vésperas das eleições de 2026, empresários defendem estabilidade institucional | Foto: Reprodução Adobe Stock

O efetivo das forças policiais de Minas Gerais estará de prontidão neste domingo (4), durante o primeiro turno das Eleições 2026. A operação de segurança contará com a presença de um oficial da Polícia Militar em cada um dos 853 municípios mineiros e com o monitoramento de ocorrências eleitorais, como transporte irregular de eleitores e boca de urna.

As ações foram detalhadas nesta quinta-feira (1º), durante coletiva de imprensa realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), após a última reunião do Gabinete Integrado de Segurança (GIS) antes da votação. O grupo reúne instituições responsáveis pelo planejamento e pela execução das medidas de segurança do pleito.

Segundo o coordenador do GIS, desembargador Paulo Tamburini, o planejamento começou em dezembro e teve como base uma matriz de risco elaborada a partir de ocorrências registradas em eleições anteriores. O objetivo foi identificar vulnerabilidades e definir medidas preventivas para 2026.

Até o momento, segundo Tamburini, a situação no Estado é considerada tranquila.

Monitoramento das urnas em Belo Horizonte

Uma das novidades da operação será o acompanhamento, em tempo real, da distribuição das urnas eletrônicas em Belo Horizonte. O sistema permitirá monitorar a entrega dos equipamentos nas 4.927 seções eleitorais da capital mineira durante a madrugada de domingo.

O GIS terá acesso a informações sobre os policiais e as viaturas responsáveis pela escolta, além de rotas, horários e identificação dos responsáveis pelo recebimento das urnas em cada local de votação.

A iniciativa será realizada inicialmente na Capital, com a perspectiva de ampliação para outros municípios nas próximas eleições.

Fiscalização de crimes eleitorais

Além da proteção dos locais de votação e do transporte das urnas, o Gabinete Integrado de Segurança acompanhará as ocorrências relacionadas a crimes eleitorais durante o domingo.

Entre as situações que estarão sob fiscalização estão o transporte irregular de eleitores e a prática de boca de urna. O desembargador Paulo Tamburini alertou que o descumprimento da legislação poderá resultar em prisão e responsabilização judicial.

A atuação das instituições que integram o GIS também busca assegurar o sigilo do voto e a integridade do sistema de votação, além de garantir condições de segurança para eleitores, servidores e demais envolvidos no processo eleitoral.

Atuação integrada

Instalado em Minas Gerais a cada eleição desde 2008, o Gabinete Integrado de Segurança tem a atribuição de planejar, padronizar e coordenar as ações de segurança relacionadas ao processo eleitoral. Entre as responsabilidades estão o transporte e o armazenamento das urnas eletrônicas, a proteção dos locais de votação e a segurança de magistrados, servidores e colaboradores da Justiça Eleitoral.

Durante a votação, o grupo também centraliza o monitoramento das ocorrências registradas no Estado e o tratamento das informações que serão divulgadas pelo TRE-MG.

Integram o gabinete o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, o Ministério Público Federal, o Ministério Público de Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, as polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal e o Corpo de Bombeiros.

Nas Eleições 2026, o grupo poderá contar ainda, caso necessário, com o apoio da Marinha, da Aeronáutica, da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais, da Defensoria Pública de Minas Gerais e da Defensoria Pública da União.

Ao abrir a coletiva, o presidente do TRE-MG, desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, destacou que o trabalho conjunto das instituições busca garantir que os eleitores possam exercer o direito ao voto com tranquilidade. Para o magistrado, a votação representa uma celebração da democracia e da cidadania, que ultrapassa a atuação da própria Justiça Eleitoral.

Sobre o autor

Ana Luisa Sales

Repórter do Diário do Comércio desde 2025, graduada em jornalismo pela UFMG e especialista em ESG e sustentabilidade corporativa pela FGV.


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