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Entenda o que são os ‘eleitores sintéticos’ criados por IA para campanhas eleitorais

Tecnologia de inteligência artificial cria perfis virtuais para substituir pesquisas qualitativas e segmentar mensagens no marketing político
Entenda o que são os ‘eleitores sintéticos’ criados por IA para campanhas eleitorais
Eleitor registra seu voto na urna eletrônica. | Foto: Reprodução/ Adobe Stock

A inteligência artificial está provocando um terremoto nas campanhas eleitorais de 2026. Como mostrou a Folha de S.Paulo, além do impacto no conteúdo, a tecnologia provocou também transformações radicais nos bastidores do marketing político.

Entre as principais inovações, está o uso do chamado “eleitor sintético”, que substitui em parte as pesquisas qualitativas.

Feitas há muito tempo nas campanhas, elas se tornaram ainda mais importantes com as redes sociais e a IA, que permitem a distribuição de mensagens cada vez mais segmentadas.

Hoje é possível, por exemplo, direcionar um conteúdo a mulheres de classe média da zona oeste de São Paulo ou a eleitores saudosos dos tempos áureos do PSDB.

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Entenda o que são os eleitores sintéticos, suas vantagens e limitações.

O que é o eleitor sintético?

Trata-se de uma biblioteca de perfis virtuais construídos a partir de dados de grupos reais de eleitores. Cada perfil reúne características de um segmento demográfico. Os perfis são criados por modelos de IA treinados para reproduzir opiniões, reações e resistências típicas de cada grupo.

Para que ele serve nas campanhas?

O eleitor sintético substitui, em parte, as pesquisas qualitativas, em que grupos de eleitores reais são reunidos para opinar sobre determinados temas. A partir do resultado, as campanhas testam a recepção de peças publicitárias e falas dos candidatos, por exemplo, e podem calibrar discursos e conteúdos.

Sobre quais temas eles podem opinar?

Eleitores sintéticos podem ser usados, como os tradicionais grupos de pesquisa qualitativa, para avaliar a recepção a propostas de políticas públicas para saúde, educação, moradia etc, ou ao tom usado pelo candidato. Com isso, é possível modular a forma e o conteúdo das campanhas.

Qual é a vantagem em relação às pesquisas tradicionais?

A principal vantagem são redução de custos e agilidade. Uma pesquisa qualitativa bem feita com mil entrevistados pode custar R$ 150 mil. O eleitor sintético, oferecido por empresas como a SVA Solutions-Galaxies, sai por cerca de R$ 65 mil por mês e pode ser acionado a qualquer momento, sem a necessidade de convocar grupos presenciais.

Os eleitores sintéticos produzem dados confiáveis?

Questiona-se de fato se esses perfis são fiéis à realidade. As empresas que oferecem o serviço afirmam fazer o chamado grounding: testam as respostas dos perfis com pessoas reais de cada segmento para validar a precisão das respostas.

Conteúdo distribuído por Folhapress

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