O Expominas, na região Oeste de Belo Horizonte, está ocupado por um hospital de campanha e não tem data prevista para voltar a funcionar | Crédito: Gil Leonardi/Imprensa-MG

Conhecida como um dos principais destinos de negócios do País, Belo Horizonte busca estratégias para movimentar a cadeia produtiva do turismo o mais rápido possível.

O programa de consolidação da governança do Turismo de Belo Horizonte – Dialoga Turismo – debateu, nessa quinta-feira (18), a captação de eventos de negócios corporativos no pós-pandemia com o webinar “Novas estratégias dos destinos para captação de eventos de negócios corporativos (MICE)”

Os convidados foram a sócia da empresa de marketing turístico Promo Marketing Inteligente e EAI LIVE Marketing, Gisele Lima, e o presidente-executivo do Visite São Paulo e da União Nacional dos CVBs e Entidades de Destinos (Unedestinos), Toni Sando de Oliveira. Também esteve presente no encontro virtual o presidente do Belo Horizonte Convention and Visitors Bureau (BHCVB), Jair Aguiar.

Os desafios que os destinos turísticos têm enfrentado atualmente em relação ao posicionamento de imagem e definição de estratégias de marketing foram os principais pontos discutidos.

“É muito importante que a cadeia produtiva se movimente. Não devemos esperar que o poder público determine os protocolos para então agir. É preciso tomar a frente e articular estratégias e ações. Tenho visto alguns setores e players lançando protocolos próprios até mais rígidos do que os determinados pelo governo. Isso é muito interessante e devemos nos manter trabalhando o tempo todo nesse sentido”, afirmou Oliveira.

Para a especialista em marketing digital, o eixo do turismo de eventos deve se deslocar, abandonando em parte os hotéis e se voltando para os centros de convenções. Mais amplos, os espaços dedicados às feiras e grandes convenções devem atrair eventos menores, pois podem acomodar o público com maior distanciamento social. Mas, para que isso aconteça, esses equipamentos também vão precisar investir em soluções que garantam a segurança sanitária dos participantes.

“A hotelaria não vai acomodar os grandes eventos por falta de espaço. Vamos migrar para os centros de eventos. No meio desse processo, porém, ainda não vi um centro de exposição tomando as medidas necessárias como muitos shopping centers, por exemplo, estão fazendo. Em um primeiro momento, tivemos um choque muito grande, ficamos paralisados, mas é hora de nos mexermos. Eventos precisam de equipamento, não só de pessoas. Mas qual equipamento teve uma iniciativa como o comércio fez? Sabemos que vamos viver mais 18 meses nessa situação, então uma mudança de ação tem que ser feita para atender nosso cliente. Precisamos de um processo criativo de conteúdo para abrigar eventos híbridos ou presenciais”, pontuou Gisele Lima.

Enquanto em São Paulo os centros de convenções se articularam para pleitear junto ao poder público a sua inclusão junto com os shoppings na penúltima fase da reabertura – estão, por enquanto, previstos para a última fase -, em Minas Gerais o maior equipamento destinado a feiras e exposições, o Expominas, na região Oeste da Capital, está ocupado por um hospital de campanha e não tem data prevista para voltar a funcionar.

“Ao mesmo tempo que não podemos contar com o Expominas, temos outros equipamentos se reinventando, como o Mineirão, por exemplo, que recebeu a live do Skank. O Estado liberou uma norma técnica para os hotéis com o protocolo de segurança que está sendo seguido por todos. Criamos, também, o grupo ‘Movimenta-SE,’ que reúne empresários, representantes de entidades regionais e nacionais, realizadores, produtores e fornecedores de eventos, e criamos um protocolo de segurança considerando que os eventos serão retomados de maneira progressiva. Ele já foi entregue à Prefeitura e ao Estado para aprovação”, explicou Aguiar.