COTAÇÃO DE 07/12/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,6180

VENDA: R$5,6180

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,6500

VENDA: R$5,7830

EURO

COMPRA: R$6,3427

VENDA: R$6,3451

OURO NY

U$1.784,35

OURO BM&F (g)

R$323,23 (g)

BOVESPA

+0,65

POUPANÇA

0,5154%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Turismo zCapa
O vapor Benjamin Guimarães, em Pirapora, será restaurado com aporte de R$ 3,7 milhões - Crédito: ALAIR VIEIRA

Desde a posse do governador Romeu Zema (Novo), turismo e cultura passaram as integrar uma mesma política por meio da unificação das pastas e criação da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult). No balanço do primeiro ano de gestão, o secretário Marcelo Matte observou que cultura e turismo associados podem ampliar a base da matriz econômica de Minas Gerais, gerando emprego e renda.

A despeito dos reconhecimentos obtidos por Belo Horizonte junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), de Patrimônio Cultural da Humanidade para o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em 2016; e Cidade Criativa da Gastronomia, em 2019, o maior esforço será na atração de turistas nacionais para o Estado.

PUBLICIDADE

A partir desse mês, terá início uma campanha em mídia impressa nacional e, em janeiro, mídia eletrônica. “Queremos dobrar o fluxo turístico em Minas Gerais até 2022. Em um primeiro momento, diante dos orçamentos que temos, ou seja, quase nada, vamos promover Minas para os brasileiros e também para os mineiros. Nosso Estado tem uma diversidade enorme. Se os mineiros fizerem turismo em Minas, já é uma ativação econômica importante. E para os brasileiros, temos tudo para sermos um grande destino. As mídias para fora do Brasil são muito caras e vamos deixar isso para um segundo momento”, explicou Matte.

Para trazer e receber melhor os turistas, está em negociação um projeto de “stopover” – em que os turistas em escala que permanecerem na cidade por mais dias ganham descontos progressivos em serviços parceiros como hotelaria e restaurantes, por exemplo.

Entre as realizações da secretaria relativas ao turismo mais importantes, está o lançamento da marca de destino turístico Minas, em outubro. Ela representa a identidade do Estado e passou a integrar uma série de políticas e ações de posicionamento de Minas Gerais diante do mercado atual. Entre as iniciativas estão ações de promoção dos atrativos e roteiros, participação em eventos e cursos e capacitações voltadas a agentes e operadores de turismo.

“A marca foi apropriada pelo mercado, usada por prefeituras, entidades, empresas e produtos. Ela é uma importante ferramenta de marketing para o trade turístico”, afirmou Matte.

“Nosso Estado tem uma diversidade enorme. Se os mineiros fizerem turismo em Minas, já é uma ativação econômica importante”, disse Marcelo Matte – Crédito: Divulgação

Incentivo – Entre outras ações importantes, o secretário ainda citou a habilitação de 66 agências de turismo no Programa Minas Recebe e a realização de dois encontros com os empresários habilitados; atualização do Mapa do Turismo Brasileiro com a integração de 471 municípios mineiros, dentro de 44 regiões; aumento da taxa de ocupação da rede hoteleira de Belo Horizonte para 55,85% e a assinatura de convênio com o Ministério do Turismo (Mtur), no valor de R$ 3,7 milhões para a restauração do Vapor Benjamin Guimarães, em Pirapora.

“O Vapor é um atrativo muito importante para Pirapora e todo o Norte de Minas. A previsão é de que a reforma dure um ano. A operação vai voltar a acontecer com o pessoal de bordo caracterizado, como era antigamente. É nossa meta ao fim do mandato deixar a hotelaria com ocupação média de 70%, que é o ponto de equilíbrio do setor. Já conseguimos avançar de 48% para 55%”, pontuou.

O projeto de conceder parques estaduais à iniciativa privada, já anunciado em outras gestões, deve sair do papel com a assinatura de acordo com as secretarias estaduais de Meio Ambiente e Infraestrutura e Mobilidade. A primeira rota a passar pelo processo deve ser a Rota Lund, que liga Lagoa Santa à Cordisburgo, na região Central.

Cerca de 40 cidades históricas terão seus centros requalificados com o cabeamento aéreo substituído por subterrâneo. O acordo fechado com a Cemig e com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) prevê também a instalação de wifi gratuito nessas regiões. O orçamento é de R$ 10 milhões por ano nos próximos quatro anos. A primeira cidade será Conceição do Mato Dentro, na região Central.

“Essa é uma grande ferramenta de ativação turística para essas cidades. Vamos buscar esses recursos por leis de incentivo e emendas de bancadas. A Cemig fará a execução e já temos apoio também da Associação Mineira de Municípios (AMM)”, completou o secretário de Estado de Cultura e Turismo.

Volta do Minascentro ao trade anima setor

O turismo de negócios em Belo Horizonte é uma das meninas dos olhos da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult). A entrega do Centro Mineiro de Promoções Israel Pinheiro (Minascentro), no hipercentro, depois de dois anos fechado, foi comemorada pelo secretário Marcelo Matte. O melhor lance foi feito pela Nutribom Empreendimentos Imobiliários, no valor de R$ 370 mil mensais. A remuneração mínima por mês havia sido estipulada em R$ 119 mil.

Já no início do próximo ano, a Serraria Souza Pinto, na mesma região, deve passar por processo parecido. O edital deve ser lançado em fevereiro. Em agosto passado, o Palácio das Mangabeiras, na região Centro-Sul, se transformou em um equipamento cultural e foi aberto ao público pela primeira vez. O imóvel, que estava desocupado e em processo de degradação, recebeu a 25ª edição da Casacor Minas, por meio de uma parceria com a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) e apoio da Secult. A contrapartida é a manutenção e recuperação do imóvel e todos os bens que lá estão. A Casacor também assumiu a recuperação do Casarão da rua Sapucaí, onde o evento aconteceu nos últimos dois anos. A primeira fase com a reforma da fachada consumiu investimento de R$ 1,75 milhão. O objetivo é transformar o lugar em um centro cultural e de memória ferroviária até o fim de 2020.

“Ainda temos alguns equipamentos importantes, como o Palacete Dantas e o Rainha da Sucata, que pertencem ao Circuito Liberdade (região Centro-Sul), fechados e para os quais já temos propostas de oferta cultural. Isso se dará pelo modelo de mecenato ou outro, ainda a ser decidido”, anunciou Matte.

O novo centro de convenções em Belo Horizonte, anunciado pelo Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, ainda é um sonho distante na avaliação do titular da Secult. A busca de um terreno propício para a obra está por conta da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplag), que tem a gestão patrimonial dos terrenos e outros ativos do Estado.

“Existe muita demanda por espaços de evento em Belo Horizonte. Conseguimos a concessão do Minascentro e vamos concessionar a Serraria Souza Pinto. Se vier mais um, será ótimo”, explicou o secretário de Estado de Cultura e Turismo.

Aviação – A atração de voos domésticos e internacionais para o Estado é parte importante da estratégia da Secult. Entre as metas para até 2022, estão a ampliação em 46% do número de voos nacionais e internacionais, sendo 10% este ano, e a expansão, no mesmo volume, do número de turistas no Estado.

A parceria com a Azul Linhas Aéreas Brasileiras, em outubro, foi um passo importante. Na próxima segunda-feira, 16, será inaugurado o voo Belo Horizonte – Fort Lauderdale (EUA). Também foram lançados voos do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (BH Airport), em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), para Salvador (BA), Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), além das cidades mineiras de Montes Claros (Norte de Minas), Ipatinga (Vale do Aço) e Governador Valadares (Vale do Aço).

Também faz parte do plano de ação a estadualização da gestão do Aeroporto Carlos Drumond de Andrade – Pampulha. “Vamos negociar com cada empresa a implantação de novos voos tendo como contrapartida a redução do ICMS sobre a querosene de aviação. A alíquota pode chegar a zero se a oferta for excelente. De outro lado já solicitamos à Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) a estadualização da gestão do Aeroporto da Pampulha e vamos retomar em nova base jurídica o programa Voe Minas, fazendo uma malha inteligente para Pampulha e Confins. O uso do Aeroporto Carlos Prates também está sendo avaliado e pode ganhar um novo uso”, completou o titular da Secult.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!