Variedades

Carnaval de Belo Horizonte é reconhecido como interesse cultural do Estado

Reconhecimento do Carnaval de BH como interesse cultural é passo para torná-lo Patrimônio de Minas Gerais e impulsionar suas manifestações
Carnaval de Belo Horizonte é reconhecido como interesse cultural do Estado
Foto: Cristiano Machado Imprensa MG

O governo de Minas sancionou uma lei que reconhece o Carnaval popular de Belo Horizonte como de relevante interesse cultural do Estado. A norma nº 25.823, publicada no Diário do Executivo desta quinta-feira (23), é uma etapa crucial para que, no futuro, o movimento seja considerado um patrimônio cultural de Minas Gerais.

De acordo com o texto, o reconhecimento abrange os blocos de rua, blocos afro, blocos caricatos, escolas de samba, a corte momesca e demais manifestações e expressões artístico-culturais que compõem o Carnaval popular da capital mineira.

A lei estabelece que o reconhecimento segue os termos da Lei nº 24.219, que regulamenta a declaração de relevante interesse cultural no Estado. Conforme a norma, a medida tem como objetivo valorizar bens, expressões e manifestações culturais dos diferentes grupos formadores da sociedade mineira.

Com a sanção, o Carnaval popular de Belo Horizonte passa a integrar o rol de manifestações reconhecidas formalmente pelo Estado como interesse relevante. Para que a festa belo-horizontina seja considerada Patrimônio Cultural do Estado, é necessário ainda a aprovação do Conselho Estadual de Patrimônio (Conep).

Carnaval como potência econômica

Ano após ano, o Carnaval de Belo Horizonte se consolida, cada vez mais, como um movimento cultural e econômico para o Estado. Segundo dados do Boletim do Observatório do Turismo, em 2026, a festa movimentou R$ 1,4 bilhões somente na capital mineira, com ocupação hoteleira média de 85,6% na região Centro-Sul durante todo o feriado.

Outro dado relevante é que, conforme pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-MG), 41,3% dos entrevistados que participaram do Carnaval de Belo Horizonte estimavam gastos superiores a R$ 400 com fantasias, bebidas e alimentação.

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas