Economia

Intenção de consumo entre mineiros perde força em junho

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Intenção de consumo entre mineiros perde força em junho
Para este mês, apenas 32,1% dos moradores do Estado planejam ir às compras, contra 44,2% apontados na pesquisa de maio - CREDITO:ALISSON J. SILVA/Arquivo DC

O consumidor mineiro continua cauteloso. De acordo com levantamento de Intenção de Consumo da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas Gerais (FCDL-MG), apenas 32,1% dos mineiros pretendem ir às compras em junho. O restante (67,9%) possui intenção de poupar as finanças neste mês.

Os números indicam redução da intenção de consumo em relação a maio, quando 44,2% das pessoas afirmaram pretensão de ir às compras. Conforme o economista da entidade, Vinícius Carlos, esse movimento pode ser justificado pela desconfiança em relação ao cenário político e à falta de medidas concretas na economia.

“Apesar de as pessoas apostarem na economia e Minas Gerais até estar gerando empregos, o cenário ainda é incerto. Enquanto não houver uma recuperação de fato, com empregos em níveis mais elevados e medidas concretas visando à retomada da economia, continuaremos com números oprimidos”, explicou.

Em relação às pessoas que irão as compras em junho, o estudo indicou que 25% gastarão principalmente com supermercados e hipermercados. Outros 10,7% consumirão em materiais de construção, enquanto os mesmos 10,7%, em roupas.

Data comemorativa – Vinícius Carlos ressaltou que especificamente sobre a data comemorativa do Dia dos Namorados, os consumidores indicaram que presentearão principalmente com roupas, perfumes e cosméticos. Mas lembrou que nem mesmo a data foi capaz de elevar o percentual em relação aos que pretendem poupar as finanças este mês.

“As pessoas disseram que irão às compras, o que deve gerar um aumento de 2,5% a 3% nas vendas da data, mas isso não será suficiente para elevar o desempenho do mês”, disse. Em relação ao tíquete médio, o economista afirmou também que ficará acanhado: entre R$ 50 e R$ 150.

Já entre os mineiros que disseram na pesquisa que pouparão seus recursos em junho, 56% afirmou que aplicará o dinheiro na poupança. Outros 16% destinarão a fundos de investimentos, 8% à previdência, outros 8% ao tesouro direto, 6% à compra de ações e os mesmos 6% em capitalização.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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