Economia

Produção de aço em Minas cai 3,2% em maio, mantendo ritmo de quedas no acumulado de 2026

O Estado, principal produtor nacional, teve redução no volume gerado no mês passado e no acumulado do ano. produção brasileira também caiu
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Produção de aço em Minas cai 3,2% em maio, mantendo ritmo de quedas no acumulado de 2026
Com produção menor, houve queda da participação do Estado no mercado nacional, que saiu de 30,6% para 30,3% do volume no País | Foto: Studio Roberto Lima / Pablo Sobral

Minas Gerais registrou mais um mês de queda na produção de aço. Segundo os dados do Instituto Aço Brasil, o estado teve nova retração em maio, com 767 mil toneladas produzidas ante 845 mil toneladas em abril, recuo de 3,2%.

Os dados do mês passado também ficaram abaixo dos de maio de 2025, quando as siderúrgicas mineiras registraram 809 mil toneladas de aço bruto fabricadas, o que representa redução de 5,2%.

No acumulado do ano, de janeiro a maio, também houve queda em relação a 2025. Minas Gerais produziu 4,023 milhões de toneladas em 2026, contra 4,13 milhões nos cinco primeiros meses do ano passado, queda de 2,8%.

A redução na produção mineira de aço gerou também uma queda na participação do Estado no mercado nacional. Minas saiu de 30,6% para 30,3% do volume produzido no País.

Produção nacional e queda de confiança

O setor siderúrgico brasileiro registrou resultados mistos no acumulado de janeiro a maio de 2026. A produção de aço bruto somou 13,4 milhões de toneladas, queda de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A produção de laminados atingiu 9,5 milhões de toneladas, recuo de 3,7% na mesma base de comparação. Já os semiacabados para vendas totalizaram 3,5 milhões de toneladas, com crescimento de 6,1% no período.

O supervisor de economia do Instituto Aço Brasil, Marcelo de Ávila, afirma que a queda da produção nacional gerou desconfiança entre os empresários, segundo o levantamento do Índice de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) referente ao mês de junho.

“O indicador recuou 12,1 pontos frente ao mês anterior, para 47,8 pontos. Esse movimento mais que reverteu todo o crescimento registrado em maio. Com isso, o ICIA volta a ficar abaixo de 50 pontos, o que indica falta de confiança da indústria do aço”, disse.

Vendas

As vendas internas somaram 8,7 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2026, expansão de 0,9% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Consumo

O consumo aparente nacional de produtos de aço totalizou 10,8 milhões de toneladas no acumulado até maio de 2026, resultado 4,1% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Importações

As importações somaram 2,4 milhões de toneladas no acumulado até maio de 2026, queda de 17,0% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as compras externas atingiram US$ 2,3 bilhões, retração de 14,3% na mesma base de comparação.

Exportações

As exportações de janeiro a maio de 2026 totalizaram 4,4 milhões de toneladas e US$ 2,9 bilhões, o que representa, respectivamente, crescimento de 7,8% e queda de 2,8% em relação ao mesmo período de 2025.

Liderança nacional

Mesmo assim, Minas Gerais segue liderando a produção nacional de aço, sendo o principal parque siderúrgico do Brasil, com ampla margem em relação aos demais estados produtores.

O Rio de Janeiro, segundo colocado no ranking, responde por 26,5% da produção nacional, com 3,5 milhões de toneladas produzidas no ano, volume inferior ao de 2025, quando gerou 3,6 milhões de toneladas, queda de 0,3%.

São Paulo registrou aumento de produção no período analisado, saltando de 942 mil toneladas para 976 mil nos cinco primeiros meses deste ano, alta de 3,6%.

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