Produção da Regap em Betim cresce 1,1% com avanço da gasolina e recuo do diesel
A produção de derivados de petróleo na Refinaria Gabriel Passos (Regap), localizada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) registrou desempenho ligeiramente superior em 2026 frente ao ano anterior. Entre janeiro e maio, foram produzidos 3,76 milhões de metros cúbicos (m³), alta de 1,1% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O desempenho foi impulsionado por altas em segmentos decisivos para a refinaria, como gasolina e querosene de aviação (QAV), responsáveis por 28% e 7,3% respectivamente do volume total.
A produção de gasolina, segundo maior combustível da Regap, ficou acima da registrada em todos os meses de 2025, totalizando 1.047.428 de m³ de combustível. O maior avanço ocorreu em fevereiro (13,3%), seguido por abril (12,1%) e março (11,5%). Em maio, apesar da desaceleração no crescimento, a produção permaneceu superior à do ano anterior, com alta de 2,7%.
A produção de querosene de aviação também manteve trajetória de crescimento em 2026, acumulando até maio 275.398 m³ de combustível. O volume, 8,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, foi impulsionado principalmente pelos resultados de março e abril, quando a produção aumentou 18,8% e 24,8%, respectivamente, na comparação anual.
Por outro lado, a produção de diesel, principal produto da Regap, iniciou 2026 em ritmo inferior ao observado no ano anterior, mas apresentou recuperação ao longo dos últimos meses. Depois de quedas no primeiro trimestre, a produção superou os volumes de 2025 em abril e maio, com altas de 2,7% e 5,5%, respectivamente.
Ainda assim, o acumulado de janeiro a maio soma 1,57 milhão de m³, volume 3,8% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apesar do recuo, o combustível segue respondendo por quatro em cada dez metros cúbicos produzidos na Regap em Betim.
Readequação do mix de produção
Em paralelo, a produção de gasolina avançou 10% no mesmo intervalo, movimento que sugere uma readequação do mix de produção da refinaria. O desempenho pode estar relacionado a ajustes na estratégia operacional, com o objetivo de ampliar a produção de gasolina e de outros derivados.
Já a queda momentânea na produção de diesel pode estar associada à sazonalidade da demanda. Como o consumo do combustível está diretamente ligado ao transporte de cargas, à agropecuária e à atividade industrial, períodos posteriores ao encerramento de safras ou de menor atividade logística podem reduzir a necessidade de produção.
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