Nansen terá linha de montagem de carregadores para veículos elétricos em Betim

Com capacidade inicial para montar 150 carregadores por mês e possibilidade de expansão, a linha deve entrar em funcionamento em novembro deste ano
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Nansen terá linha de montagem de carregadores para veículos elétricos em Betim
A Nansen conta com infraestrutura para montar carregadores | Foto: Divulgação Nansen

A Nansen, empresa mineira controlada pela chinesa Sanxing Electric Co., terá uma linha de montagem de carregadores para veículos elétricos em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A operação será realizada na fábrica em que a empresa produzirá transformadores de distribuição, inaugurada nessa quarta-feira (22).

Com capacidade inicial para montar 150 carregadores de corrente contínua (DC, do inglês direct current) por mês e possibilidade de expansão, a linha deve entrar em funcionamento em novembro deste ano. Como a fábrica já dispõe de área destinada à atividade, não será necessário investir em infraestrutura.

A novidade foi revelada ao Diário do Comércio pelo diretor comercial da Nansen, Ciro Lima, durante o evento que marcou a abertura oficial da fábrica. O empreendimento recebeu investimento de R$ 265 milhões e tem capacidade instalada para produzir 144 mil transformadores de 10 a 300 quilovolts-amperes (kVA) por ano, em três turnos de trabalho.

“Vamos utilizar essa fábrica para montar carregadores de carros e ônibus elétricos no Brasil. A nossa estratégia é fabricar as placas em Manaus, por ser um centro de fabricação de eletrônicos, e trazer as placas semiacabadas para fazer a montagem aqui, aproveitando a vantagem logística que temos”, afirmou.

“Os nossos carregadores são até maiores que os transformadores. Quando trazemos a logística para fazer a montagem aqui, em vez de realizá-la longe do mercado, economizamos na última milha, que é o momento da conclusão da fabricação, dos testes de qualidade e aprovação e do envio ao cliente para fazer a instalação”, reiterou.

Empresa avalia fabricar outros equipamentos no município

Além da montagem de carregadores DC para veículos elétricos e da produção de transformadores de 10 a 300 kVA, a Nansen avalia produzir outros equipamentos em Betim. Entre os produtos que podem ser fabricados estão, por exemplo, transformadores de alta tensão, reguladores de tensão e switchgears.

Já existe um galpão com infraestrutura pronta para receber novas operações. O espaço atualmente é utilizado para o armazenamento de materiais e fica localizado no mesmo terreno que abriga a fábrica de transformadores e a sede administrativa da empresa, que antes ficava em Contagem, também na RMBH.

“Para essa área de expansão, estamos mirando em outros portfólios para o mercado de energia. Temos várias análises em andamento e buscamos sempre fomentar negócios que tragam atratividade e sinergia com o que o cliente está demandando no Brasil”, disse Lima.

Conforme o diretor comercial, há projetos na mesa da diretoria global para definição. Não há garantia de aprovação, mas a expectativa é que pelo menos um seja autorizado ainda neste ano para que o investimento possa ser executado já a partir de 2027.

“Existe um fomento dentro do grupo de, a cada ano, lançar um novo negócio dentro do mercado em que a gente atua. Em 2024, foi aprovada a fábrica de transformadores. Em 2025, aprovamos a produção em Manaus de sensores de iluminação pública. Agora, em 2026, estamos trabalhando para ter mais uma aprovação”, explicou.

Lima não disse quanto a Nansen investirá caso decida implementar novas linhas de produção em Betim nos próximos anos. Cabe lembrar que, em janeiro, a empresa informou ao Diário do Comércio que a fase 2 no município prevê investimento de R$ 270 milhões e não tem data para começar. À época, também pontuou que analisava outros produtos voltados ao mercado de energia para produzir no local além dos transformadores.

Sobre o autor

Thyago Henrique

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Jornalista pela Una, eleito entre os 100 mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças (2024) e 3º lugar no Prêmio Riquezas dos Vales (2025)

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