XP aposta na expansão em Minas e prevê dobrar atuação no Estado em um ano

Expansão inclui novos espaços físicos e foco na formação de assessores para atender demanda do segundo maior mercado de investidores da B3 no País
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XP aposta na expansão em Minas e prevê dobrar atuação no Estado em um ano
Unidade física da XP em Belo Horizonte | Foto: Divulgação XP

A XP Investimentos tem expandido sua área de atuação pelo País e considera Minas Gerais como um dos principais mercados para sustentar sua estratégia de crescimento. Com a segunda maior base estadual de investidores em renda variável da B3 e uma economia que representa cerca de 9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o Estado tem recebido novos investimentos em estrutura física, tecnologia e formação de assessores. A meta da instituição é ampliar em mais de 100% sua atuação em Minas no próximo ano.

Segundo o head regional da XP para Minas Gerais e Centro-Oeste, Rafael Cunha, a expansão ocorre sobre uma operação já consolidada. A instituição mantém forte presença em Belo Horizonte e na Região Metropolitana, mas vem ampliando sua atuação em polos econômicos do interior.

“A XP já possui uma presença muito relevante em Minas Gerais, por meio de sua rede de profissionais de investimentos e de diferentes modelos de atendimento aos clientes. Hoje, concentramos boa parte da nossa força comercial em Belo Horizonte e na Região Metropolitana, mas temos uma operação forte e seguimos crescendo em importantes polos econômicos e regionais do Estado”, afirma.

A estratégia inclui a implantação de espaços físicos, os ‘Espaços XP’, voltados ao atendimento de clientes e ao suporte aos assessores de investimentos. Na avaliação da empresa, o avanço dos canais digitais não elimina a necessidade de encontros presenciais para decisões patrimoniais mais complexas.

“O avanço do digital não elimina a importância da proximidade. A tecnologia facilita o acesso, melhora a eficiência e permite uma experiência mais personalizada, mas decisões financeiras relevantes ainda envolvem confiança, planejamento e conversas mais aprofundadas”, diz Cunha.

Prédio da XP
Empresa quer ampliar em mais de 100% a atuação no mercado mineiro no próximo ano | Foto: Divulgação XP

De acordo com o executivo, os novos ambientes foram concebidos para complementar o atendimento digital, funcionando como pontos de encontro para reuniões, eventos e troca de conhecimento entre clientes, assessores e especialistas.

“Os espaços físicos funcionam como pontos de conexão entre clientes, assessores e especialistas. Eles complementam o atendimento digital e permitem que o cliente escolha como deseja se relacionar com a XP, de acordo com seu perfil e com o momento de sua vida financeira”, explica.

Potencial de crescimento

A importância estratégica de Minas para a XP também é sustentada pelos indicadores econômicos e pelo amadurecimento do mercado de capitais no Estado. Minas possui PIB superior a R$ 1 trilhão e reúne aproximadamente 554 mil investidores em renda variável na B3, formando a segunda maior base estadual do País.

Segundo Cunha, esse cenário tem impulsionado o crescimento da operação. Desde 2021, os valores sob custódia da XP na região cresceram exponencialmente. “Minas Gerais é uma praça extremamente estratégica. Além da força econômica, o potencial também aparece no crescimento observado nos últimos anos: desde 2021, os valores sob custódia na região aumentaram mais de 567%”, afirma.

A perspectiva é manter esse ritmo por meio de investimentos em infraestrutura, tecnologia e qualificação da rede de assessores. “Nossa expectativa é continuar ampliando essa presença. A meta é expandir a atuação no Estado em mais de 108% no próximo ano, com investimentos em estrutura, tecnologia, formação de profissionais e qualidade do atendimento”, destaca.

Investidor busca segurança

Na avaliação do executivo, embora Minas reúna diferentes perfis econômicos e regionais, o investidor mineiro costuma priorizar relações de confiança e decisões mais cautelosas.

“Não acredito que exista um único perfil de investidor mineiro, porque Minas é um estado muito diverso, com diferentes polos econômicos e realidades regionais. De forma geral, contudo, percebemos um investidor criterioso, que valoriza confiança, relacionamento de longo prazo e segurança na tomada de decisão”, afirma o executivo.

Rafael Cunha
Para Rafael Cunha, investidor mineiro é cauteloso | Foto: Diário do Comércio / Juliana Sodré

O ambiente de juros elevados também influencia a composição das carteiras, mantendo a renda fixa como principal destino dos investimentos. “Assim como ocorre no restante do País, em um cenário de juros elevados, existe uma concentração relevante em renda fixa. Isso não é necessariamente negativo, porque essa classe cumpre um papel importante de segurança, liquidez e previsibilidade dentro das carteiras”, avalia.

Ao mesmo tempo, Cunha vê espaço para ampliar a migração de recursos hoje aplicados na poupança para produtos conservadores mais rentáveis. “Ainda observamos um volume significativo de recursos na caderneta de poupança, que muitas vezes oferece uma rentabilidade inferior à de outras alternativas conservadoras e pode não preservar o poder de compra diante da inflação. Existe, portanto, uma oportunidade importante de ampliar o acesso à informação e ajudar o investidor a fazer escolhas mais eficientes, sempre de acordo com seu perfil e seus objetivos”, conclui.

Sobre o autor

Juliana Sodré

Repórter do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela PUC Minas, com especialização em Imagens e Culturas Midiáticas pela UFMG.

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