Wine Expo BH deve movimentar até R$ 3 milhões em negócios
A 2ª edição da Wine Expo BH, que será realizada nos dias 29 e 30 de julho, no Minascentro, vem se posicionando como um importante evento para Minas Gerais. A Feira de Negócios e Oportunidades do Mercado de Vinhos deve movimentar entre R$ 2,5 milhões e R$ 3 milhões em negócios e reunir mais de 100 rótulos. O evento também contará com o Fórum Internacional Minas Mundi, composto por palestras e painéis sobre o mercado do vinho. Três vinícolas mineiras estarão presentes: a Vinícola Stella Valentino, de Andradas, a Vinícola Ansehi, de Ouro Preto, e a Cave das Vertentes.
De acordo com o organizador da Wine Expo BH, Dennis Carvalho, diante dos bons resultados alcançados na edição anterior, houve expansão do evento em 2026. Assim, serão mais de 70 expositores e uma oferta superior a 100 rótulos de vinhos. A expectativa de público também subiu, passando de cerca de 2 mil em 2025 para uma estimativa de 2,5 mil a 2,6 mil visitantes ao longo dos dois dias de evento.
“A expansão da feira reflete o amadurecimento e a força do mercado mineiro. Vamos ter mais expositores e visitantes. Além dos vinhos mineiros, brasileiros e de outros países, o evento também terá um fórum e várias masterclass (degustações guiadas por especialistas)”, conta.
Além das oportunidades comerciais, a Wine Expo BH 2026 também assume um papel estratégico para o setor por meio do “Fórum Minas Mundi”, que debaterá a internacionalização da economia mineira e os desafios regulatórios do setor. A programação abordará temas críticos para o empresariado. Um dos painéis do fórum discutirá a substituição tributária, apontada como o maior entrave para o crescimento das vinícolas mineiras e para a atração de novos players para o Estado.
“Este ano nós vamos tratar da questão da substituição tributária, que é o principal problema hoje no setor vitivinícola de Minas Gerais e que impede a expansão das vinícolas pelos altos custos que elas já têm com a produção e a sobrecarga de impostos”, explica Carvalho.

Ele ainda destaca que a alta carga tributária também afasta investidores externos que enxergam o potencial de consumo de Minas Gerais, mas recuam na ideia de atuar no Estado diante dos custos de entrada.
“As bebidas produzidas fora do Estado chegam ao nosso mercado com uma carga de mais de 52% de imposto. Estamos falando de vinícolas do Espírito Santo, vinícolas libanesas, entre outras que têm interesse em atuar em Minas, mas recuam pelo alto custo tributário. Na Wine Expo, elas estão participando apenas da masterclass, aguardando essa questão da substituição”, observa.
Outro destaque do “Fórum Minas Mundo” será o lançamento da Rota Açoriana de Minas Gerais, uma parceria com a Ilha dos Açores, em Portugal, promovida pela Casa dos Açores de Minas Gerais. A iniciativa visa conectar o mercado de vinhos a outros produtos do agronegócio mineiro, como queijo, café, cachaça, azeite e charcutaria.
A internacionalização é uma das grandes apostas desta edição. Cerca de 10 países participam do evento por meio de vinhos, rodadas de negócios ou visitações, incluindo Chile, México, Itália, Portugal, Argentina, Líbano e Hong Kong. Entre as ações de mercado, destacam-se as rodadas de negócios com oito vinícolas chilenas (sendo seis do Vale do Itata) e uma vinícola mexicana, todas em busca de abertura de mercado em Minas.
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