Log aprova terceira distribuição de dividendos do ano, no valor de R$ 13,9 milhões

O pagamento será realizado no dia 1º de outubro deste ano; veja detalhes da operação
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Log aprova terceira distribuição de dividendos do ano, no valor de R$ 13,9 milhões
Foto: Divulgação Log

O conselho de administração da Log Commercial Properties e Participações aprovou, nesta quinta-feira (6), o pagamento de R$ 13,939 milhões em dividendos intermediários. Essa é a terceira distribuição deste tipo de proventos em 2026. O valor corresponde a R$ 0,15 por ação ordinária emitida pela desenvolvedora mineira de ativos logísticos.

De acordo com a companhia, o pagamento será realizado no dia 1º de outubro deste ano, com base na posição acionária registrada ao fim do pregão da Bolsa de Valores brasileira, a B3, no dia 18 deste mês. Para realizar essa distribuição, será utilizado o saldo de reserva de lucros apurado no balanço do segundo trimestre de 2026. O montante corresponde a 25% do lucro líquido ajustado do período.

A empresa ainda informa que, para os acionistas com papéis depositados na B3, os pagamentos serão creditados por intermédio das instituições e corretoras que mantêm suas posições em custódia. Já para aqueles com ações depositadas junto ao escriturador BTG Pactual Serviços Financeiros e com cadastro atualizado, os pagamentos serão realizados por meio de crédito automático.

No caso dos acionistas que não possuam os dados atualizados, estes deverão entrar em contato diretamente com o escriturador pelo e-mail [email protected].

Esta é a terceira operação deste tipo anunciada pela Log neste ano. A primeira foi aprovada pelo conselho no início de maio, no valor de R$ 31,8 milhões em dividendos intermediários, o equivalente a R$ 0,36 por ação ordinária, distribuídos no dia 30 de junho.

a segunda distribuição de proventos foi aprovada no dia 1º de junho, no montante de R$ 250 milhões, ou R$ 2,85 por ação emitida pela companhia. O pagamento ocorreu no dia 1º do mês passado.

Desempenho no segundo trimestre

Galpões logísticos da Log Commercial Properties e Participações.
Foto: Divulgação/Log

A Log Commercial Properties registrou receita líquida consolidada de R$ 66 milhões, o que representa um avanço de 7,3% na comparação com o mesmo período de 2025. Dessa forma, a empresa mineira acumulou R$ 132 milhões ao longo do primeiro semestre de 2026, um crescimento de 13% frente à primeira metade do ano anterior.

Ela também segue colhendo frutos de sua estratégia de reciclagem de capital para maximizar a geração de valor. No decorrer deste ano, essa atividade gerou R$ 1,49 bilhão em caixa e títulos e valores mobiliários (TVM) pela venda de ativos e monetização antecipada de R$ 432 milhões de saldos de contas a receber de vendas anteriores.

Como reflexo dessa liquidez, a companhia distribuiu R$ 295,8 milhões em dividendos aos acionistas no acumulado do ano, apresentando um Dividend Yield LTM de 25% em 30 de junho. Já o lucro líquido reportado foi de R$ 58,7 milhões no último trimestre.

No entanto, desconsiderando o efeito não recorrente (one-off) provocado pela transação de ativos para o fundo de investimento imobiliário (FII) Itaú Log CP (ILCP11), o lucro líquido ajustado teria alcançado R$ 178,2 milhões, registrando um salto de 104,7% na comparação anual.

Pelo mesmo critério ajustado, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) livre dos efeitos one-off atingiu R$ 225,3 milhões, um aumento de 60,5% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto o Ebitda consolidado reportado foi de R$ 79,8 milhões. O lucro líquido contábil alcançou R$ 192,7 milhões no acumulado do primeiro semestre, alta de 11,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Vale destacar que a empresa anunciou, recentemente, a venda do Log Recife II para o TRX Real Estate Fundo de Investimento Imobiliário, administrado pela BRL Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, no valor de R$ 210 milhões. Essa operação é executada com margem bruta de 41% e em linha com o valor líquido do ativo (NAV, sigla em inglês). O imóvel possui 68.575 metros quadrados (m²) de área bruta locável (ABL)

A transação ainda está sob análise para aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Com essa operação, ela atinge aproximadamente R$ 1,3 bilhão em vendas de ativos concluídas no acumulado do exercício, uma reciclagem total de 388,2 mil m² de ABL com margem bruta média de 33,7%.

A relação entre a dívida líquida ajustada e o Ebitda da companhia encerrou o período em 0,8x, o menor patamar registrado desde 2024, com a dívida líquida ajustada somando R$ 501 milhões. Quando consideradas as entradas de caixa futuras previstas para a recente venda do ativo Log Recife II, essa alavancagem proforma recua para apenas 0,48x.

A empresa ainda estima um potencial de captação de aproximadamente R$ 1 bilhão nos próximos cinco anos por meio de linhas de desenvolvimento regionais focadas na construção de 17 empreendimentos, que totalizam 915 mil m² de ABL. Essa estratégia permite um custo de capital significativamente inferior ao praticado pelo mercado, com oito projetos já contando com aprovação preliminar.

No âmbito operacional, a Log entregou 81,5 mil m² de ABL no último trimestre (Log Gravataí II e Log São José do Rio Preto), com todos os empreendimentos concluídos com 100% de pré-locação. No primeiro semestre, as entregas acumuladas somaram 147 mil m² de ABL nos estados do Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Já a vacância estabilizada manteve-se em patamares mínimos de 1,02%, um dos menores do setor de galpões logísticos classe A. Além disso, a inadimplência líquida acumulada permaneceu em níveis extremamente baixos, de apenas 0,49%.

Sobre o autor

Leonardo Leão

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Graduado em Jornalismo pela Estácio.

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