‘Bolinho’, personagem que virou símbolo de BH, ganha exposição no Palácio das Artes

“Habitante – Registros de um Bolinho pela Cidade” será inaugurada na próxima quarta-feira (12)
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‘Bolinho’, personagem que virou símbolo de BH, ganha exposição no Palácio das Artes
Bolinho ganhou as ruas em várias versões e a admiração dos belo-horizontinos | Foto: Arquivo pessoal / Raquel Bolinho

Quem anda por Belo Horizonte, com certeza, já se deparou com “mil bolinhos” por muros, viadutos, esquinas e também colorindo fachadas de prédios. O tal do “Bolinho” virou a “cara” da capital mineira. Durante 17 anos, ele vem mudando de roupa, acompanhando acontecimentos da cidade, festas, virando fantasias de várias cores e também expressões. Agora, ganha uma mostra em um dos maiores templos da cultura de Minas Gerais.

Toda essa familiaridade com BH construída ao longo do tempo fez nascer “Habitante – Registros de um Bolinho pela Cidade”, exposição da artista Raquel Bolinho que será inaugurada na quarta-feira (12), no Palácio das Artes, na PQNA Galeria Pedro Moraleida. A visitação será até o dia 13 de setembro, com entrada gratuita sem necessidade de retirada de ingressos.

A exposição parte de uma pergunta: como uma imagem deixa de ser apenas um desenho e passa a fazer parte da memória de uma cidade? A resposta aparece ao longo de cinco ambientes, onde o Bolinho surge inteiro, fragmentado, multiplicado ou apenas sugerido. São pinturas, esculturas, instalações e trabalhos interativos que investigam o reconhecimento visual construído pela repetição.

“Fiquei pensando no que tornou o Bolinho um ícone. Acho que foi essa repetição constante durante 17 anos. A pessoa o vê numa sacola de supermercado, depois encontra outro na rua, mais um em um muro. Essa construção da imagem repetida o fez se tornar o que ele é hoje”, explica a artista Raquel Bolinho, que até incorporou o nome do personagem como assinatura do trabalho.

A artista conta que essa percepção surgiu aos poucos. Em determinado momento, percebeu que as pessoas já não precisavam ver o personagem inteiro para identificá-lo. “Há muitos anos fiz um Bolinho de costas, aparecia só a bundinha, e todo mundo entendia que era ele. Foi aí que comecei a pensar como a imagem dele ficou forte. Às vezes, basta uma parte para as pessoas completarem o restante”, completa.

Raquel Bolinho
Com o nome artístico incorporado tempos depois, Raquel Bolinho criou personagem em 2009 | Foto: Arquivo pessoal / Raquel Bolinho

Essa ideia vai orientar toda a exposição. Em alguns momentos, o visitante vai encontrar o personagem completo. Em outros, apenas uma cereja, uma silhueta ou um conjunto de cores são suficientes para acionar a lembrança.

História

Criado em 2009 por Maria Raquel Alves Couto, que agora é Raquel Bolinho, o personagem nasceu quando a artista começou a experimentar o grafite nas ruas de Belo Horizonte. Inspirado inicialmente no formato de um cupcake, o desenho ganhou novas expressões, passou a comentar acontecimentos do cotidiano e, ao longo dos anos, espalhou-se por milhares de muros da capital e de outras cidades brasileiras, além de países como Alemanha, Inglaterra, Bélgica, Argentina e Holanda. Hoje, tornou-se uma das imagens mais reconhecidas da paisagem urbana belo-horizontina.

A mostra “Habitante – Registros de um Bolinho pela Cidade” é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte e conta com patrocínio da Bs2. (Com informações da assessoria da artista)

Sobre o autor

Cláudia Duarte

Editora de Agronegócio e Variedades do Diário do Comércio. Graduada em jornalismo pela PUC Minas, pós-graduada em Gestão Estratégica da Informação.

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