Federação PSDB, Cidadania e PDT pressionam Aécio Neves para disputar Senado por Minas
A pressão em torno do deputado federal Aécio Neves (PSDB) para disputar o Senado Federal vem aumentando nos últimos dias. Na quarta-feira (26), a Federação PSDB Cidadania e o PDT em Minas Gerais divulgou uma nota pressionando o deputado. De acordo com a nota, os partidos “receberam, nos últimos dias, manifestações de correligionários, prefeitos, vereadores, deputados, militantes e lideranças de diferentes regiões de Minas Gerais com um pedido comum: que Aécio Neves reveja sua decisão e aceite disputar novamente uma cadeira no Senado Federal por nosso Estado”.
Para o presidente do PDT em Minas, deputado federal Mário Heringer, a vinda de Aécio ajudaria a alavancar a candidatura de Alexandre Kalil (PDT) ao governo de Minas no interior do Estado. “Aécio ajudaria Kalil em várias regiões do Estado, como o Triângulo, onde ele tem uma penetração menor. Como ex-prefeito de Belo Horizonte, Kalil tem mais aceitação na Capital e região metropolitana. O candidato a vice-governador (ex-deputado federal Carlos Mosconi pelo PSDB) soma forças por ser do Sul de Minas, onde Kalil também tem pouca penetração. A nossa ideia é somar forças”, ponderou Heringer.
A expectativa de Heringer é que o tucano ceda à pressão e some forças na disputa. “Acho que o Aécio vai topar sim. Se nós não aguentamos a pressão de tantas lideranças mineiras para que ele dispute o Senado, acho que ele também não vai aguentar a pressão”, afirmou Heringer. O pedetista admite que havia uma resistência maior por parte de Aécio no início, mas ele está confiante que a pressão seja bem-sucedida. A nota, assinada pelo presidente da Federação PSDB Cidadania, deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB), e pelo presidente do PDT, encerra com um apelo: “Aécio, escute esse chamado. Minas precisa de você no Senado”.
Sobre o posicionamento de Kalil a respeito dessa possibilidade, o presidente do PDT disse que tem conversado sempre com o candidato a governador. “Kalil me deu carta branca para resolver essas questões, ele não está alijado do processo não”, disse Mário Heringer. Segundo o dirigente pedetista, a ideia é que os dois nomes lançados para disputar o Senado cedam lugar para Aécio ser o único nome na disputa. “Dessa forma, Aécio terá um tempo maior de TV e tempo é precioso para o partido”, emendou. Marcelo Heringer (PDT), irmão do deputado Mário Heringer, e Gustavo Galassi (PSDB) seriam os candidatos da chapa para o Senado.
O médico Marcelo Heringer, que representava o PDT, protocolou a desistência de sua candidatura ao Senado na Justiça Eleitoral. A lei eleitoral permite que partidos unidos em coligação substituam candidatos que renunciam antes do pleito. Para Aécio entrar na disputa, o atual candidato registrado pelo PSDB, Gustavo Galassi, também precisa renunciar à vaga.
A nota explicita que “esse movimento traduz uma preocupação legítima com o futuro de Minas”. Ainda de acordo com a nota, o Estado precisa de “experiência, capacidade de articulação e força política em Brasília”, características que Aécio reúne ao longo de quase quatro décadas de vida pública. “Entre essas questões está o grave problema da dívida de Minas Gerais. Minas precisa de uma representação no Senado com peso político e capacidade de interlocução para liderar esse debate”, afirma a nota.
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