A pirâmide mais alta do Egito esconde curiosidades e uma história secular

Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
A pirâmide mais alta do Egito esconde curiosidades e uma história secular

Três faraós do Antigo Egito mandaram erguer, há cerca de 4.500 anos, três pirâmides na periferia do Cairo. O complexo de Gizé se tornou um símbolo da civilização humana e, segundo o Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito, representa um marco arquitetônico sem paralelo. É também a única Maravilha do Mundo Antigo que permanece de pé.

Além das três pirâmides principais, o sítio arqueológico reúne descobertas que revelam detalhes da vida e da morte no Antigo Egito. As estruturas foram construídas com materiais transportados de locais distantes e com precisão extraordinária. Muitos desses detalhes ainda intrigam especialistas.

Como ponto central, a Grande Pirâmide, de Quéops, é até hoje um marco das construções do homem.

A grande pirâmide e sua magnitude construtiva

Quéops, o mais antigo e imponente dos três faraós construtores, mandou erguer a Grande Pirâmide por volta de 2.560 a.C., durante a Quarta Dinastia egípcia (2.613-2.494 a.C.). A construção foi o edifício mais alto do mundo por mais de 3.800 anos.

Originalmente, a estrutura tinha 146 metros de altura. O revestimento externo de calcário branco polido, que refletia os raios solares, se desprendeu ao longo dos milênios, e a pirâmide hoje tem 138 metros.

A construção usou mais de 2,3 milhões de blocos de pedra, com um total de 5,5 milhões de toneladas de calcário e 8 mil toneladas de granito.

Cada bloco pesava entre 25 e 80 toneladas. Os antigos egípcios extraíram os blocos de pedreiras em Gizé ou os transportaram por barco de locais como Tora, a maior fonte de calcário da época, e Assuã, a 950 quilômetros do Cairo.

Precisão e mistério na orientação

O alinhamento dos lados e da base da Grande Pirâmide com os pontos cardeais — norte, sul, leste e oeste — ainda intriga os pesquisadores. Segundo o Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito, o método exato usado pelos construtores antigos permanece desconhecido. Eles podem ter usado o Sol e as estrelas como referência.

As pirâmides menores: Quéfren e Miquerinos

A segunda pirâmide foi construída para Quéfren, filho de Quéops, e tem 136 metros de altura. Erguida por volta de 2.570 a.C. em um terreno mais alto, ela parece mais alta que a Grande Pirâmide.

O topo de Quéfren ainda conserva o revestimento original de calcário polido, ao contrário das pirâmides vizinhas. No entorno, há decorações, templos e a Grande Esfinge.

A terceira pirâmide foi erguida para Miquerinos, neto de Quéops, por volta de 2.510 a.C. Com 62 metros de altura, é a menor do trio. Acredita-se que o faraó tenha morrido antes da conclusão da estrutura, deixando algumas pedras inacabadas. Três pirâmides menores e um templo com estátuas do rei acompanhavam a construção e completavam o complexo funerário.

Sobre o autor

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas