Agronegócio

China reconhece Brasil como livre de febre aftosa e suspende restrições

Governo chinês suspende restrições sanitárias e passa a reconhecer todo o território brasileiro como livre da doença
China reconhece Brasil como livre de febre aftosa e suspende restrições
Gado em um confinamento na Fazenda CMA em Barretos, estado de São Paulo | Foto: Reuters/ Joel Silva

A agência alfandegária da China informou que suspendeu as proibições relacionadas à febre aftosa no norte do Brasil e reconhece todo o território brasileiro como livre da doença, de acordo com um comunicado oficial divulgado nesta terça-feira (2).

O Brasil, o maior exportador de carne bovina e de frango do mundo, destinou mais da metade de suas exportações de carne bovina à China no ano passado. A China, maior importadora mundial de carne bovina, comprou quase US$ 3 bilhões em carne do Brasil no primeiro trimestre deste ano, segundo dados comerciais do país.

Em nota conjunta, o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirmaram que a medida deverá ampliar as oportunidades de exportação de produtos bovinos e suínos, incluindo miúdos e carne com osso, para o mercado chinês.

“A decisão, anunciada hoje, ocorre após mais de 20 anos de negociação entre os países”, afirmou o governo brasileiro, observando que o anúncio ocorreu após a viagem do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Pequim para o que a China chamou de “diálogo estratégico”.

No mês passado, o Brasil solicitou à China que permitisse o envio de mais carne bovina para o país. Durante uma visita a Pequim no final de maio, o ministro da Agricultura do Brasil, André de Paula, pediu à China que reatribuísse ao Brasil as cotas de exportação não utilizadas por outros países, mas a China rejeitou o pedido, segundo noticiou a Reuters no mês passado.

A China enfrentou um surto de febre aftosa na região noroeste do país no final de março. O país asiático confirmou a febre aftosa em 219 bovinos de dois rebanhos que totalizavam 6.229 bovinos na província de Gansu e na região de Xinjiang.

A China reforçou os controles nas fronteiras, acelerou as aprovações de vacinas e implementou medidas de abate e desinfecção após os surtos.

(Conteúdo distribuído por Reuters)

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