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Agronegócio

Dia Nacional do Café: Grão simboliza cultura e progresso em Minas

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Os cafeicultores estão investindo para melhorar a qualidade dos grãos no Estado | Crédito: Divulgação

Um dos principais produtos do agronegócio de Minas Gerais, o café vem evoluindo no Estado. Com um mercado crescente, principalmente em busca de um café especial e diferenciado, nos últimos anos produtores mineiros investiram na melhoria da qualidade, o que é importante para atender a mercados mais exigentes e agregar valor ao grão.

No dia 24 de maio é celebrado o Dia Nacional do Café, data que ressalta a importância do grão para a economia nacional e comemora, simbolicamente, a abertura da colheita da safra.

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Em Minas Gerais, a produção do café ocorre em mais de 500 municípios, sendo, em grande parte, a principal cultura e também responsável pela geração de empregos, renda e riquezas. 

De acordo com a analista de agronegócio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Ana Carolina Alves Gomes, a cafeicultura é carro-chefe do setor agropecuário do Estado e vem apresentando grandes evoluções.

Ana Carolina Alves Gomes | Crédito: Divulgação
Ana Carolina Alves Gomes | Crédito: Divulgação

Em 2020, a produção bateu o recorde de 34,6 milhões de sacas de 60 quilos, o que correspondeu a 55% do volume total do grão produzido no País. “A produção em 2020 foi surpreendente no Estado. O café é o carro-chefe do agronegócio e está presente em mais de 500 municípios mineiros, sendo a principal fonte de renda e promovendo a movimentação do comércio, da indústria e dos serviços”.

No Estado, a produção de café ocorre em vários sistemas, desde cafés artesanais e para consumo próprio, passando pela agricultura familiar até os grandes volumes. Além de atender ao mercado interno, o Estado exporta o grão para diversos países.

“Minas tem uma produção muito relevante e expressiva, sendo o Estado responsável por 55% da produção nacional. Do total, 28 milhões de sacas são exportadas. Isso é importante para a valorização do café e para a agregação de valor”, disse Ana Carolina.

Com volumes expressivos e qualidade cada vez maior, mesmo durante a pandemia, quando a princípio houve receio de queda na demanda, a busca pelos cafés de Minas aumentou. Em 2020, houve um crescimento de 5% nos embarques em comparação com 2019. Apesar de diversos países terem adotado o isolamento social, o consumo, principalmente, nos lares continuou em alta, o que foi importante para a expansão das vendas.

“O café é uma cultura muito importante na geração de valor e riqueza para a economia. Vale destacar que, no ano passado, no Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de Minas, o café foi responsável pelo faturamento de R$ 21 bilhões, aumento de 55% frente a 2019. Foi uma produção volumosa e com bons preços no mercado”, explicou Ana Carolina.

A produção de café mineira bateu o recorde de 34,6 mi de sacas de 60kg em 2020, 55% do volume do País | Crédito: Divulgação

Cafés especiais

O futuro para a produção do café é promissor. Nos últimos cinco anos, a preocupação com a qualidade e produção de cafés diferenciados ficou maior e cerca de 10% a 15% da safra mineira são de cafés especiais. A produção das bebidas de qualidade superior é vista como fundamental para agregar valor e gerar maior retorno financeiro para os cafeicultores.

Em relação ao mercado, a demanda é crescente e os consumidores estão valorizando os cafés especiais. O estímulo para o maior consumo vem das feiras, eventos, leilões, concursos de qualidade e até mesmo pela modernização dos processos de venda. Hoje, produtores de Minas comercializam o grão através de plataformas e vendas diretas aos consumidores tanto no mercado interno como no externo.

“A gente vem notando um avanço e uma preocupação maior do cafeicultor em relação à qualidade, que tem sido percebida e valorizada pelos consumidores. Produtores estão investindo no café especial com valor agregado. Ao produzir um café de melhor qualidade, o consumo é estimulado. Depois de conhecer as diversas notas sensoriais, uma bebida de alta qualidade, o consumidor não volta a buscar o café commodity”.

A demanda por cafés diferenciados, por parte dos consumidores, também tem feito com que os cafeicultores invistam em novos processos, como a fermentação, que já é utilizada em outros importantes países produtores. 

“Um movimento que está em alta e contribui para a qualidade da bebida são os processos de fermentação. No Brasil, produtores estão implantando essa técnica, que já é usada em outros países. Com ela, é possível manter a qualidade ao fazer uma fermentação controlada. Além disso, é possível promover experiências sensoriais com diferentes notas de frutas e essências, por exemplo”.

Safra 2021/22 deve ser 19% menor

São Paulo – A produção brasileira de café na safra 2021/22 (julho-junho) foi estimada em 56,3 milhões de sacas de 60 kg, uma redução de 19% em comparação com o recorde revisado do ciclo passado de 69,9 milhões de sacas, apontou o Departamento de Agricultura dos EUA (Usda), conforme relatório de seu escritório em São Paulo.

A produção em 2021/22 será a menor desde a temporada 2017/18, quando somou 52,10 milhões de sacas, apontou o Usda.

Naquele ano, contudo, a produção de arábica, principal tipo de café do Brasil, foi 4,5 milhões de sacas maior que a esperada para o novo ciclo.

A safra de arábica 21/22 foi estimada em 35 milhões de sacas, redução de 30% ante a temporada anterior.

“Condições climáticas adversas nas regiões de cultivo de café arábica e as árvores principalmente em período de entressafra do ciclo de produção bienal explicam a queda projetada”, comentou o Usda.

Além da prolongada seca que impactará as produtividades, o Usda também citou que produtores podaram suas lavouras, visando à temporada 2022, o que reduz a área de colheita em 2021.

Já a safra de robusta/conilon foi estimada em 21,3 milhões de sacas, alta de 1,1 milhão na comparação anual.

“Os bons volumes de chuvas favoreceram os principais estados produtores, além de melhor uso de boas práticas de manejo de culturas e mudas clonais”, afirmou.

A exportação de café do Brasil em 2021/22 foi projetada em 35,22 milhões de sacas, uma queda acentuada de quase 10 milhões de sacas, versus recorde de 45 milhões em 2020/21, devido à expectativa de menor disponibilidade de grãos no maior produtor e exportador global.

As colheitas de café estão em fase inicial no Brasil.

Segundo especialistas consultados pela Reuters, chuvas que devem começar a chegar às principais regiões produtoras de café arábica do País no final de semana, intensificando-se nos dias seguintes, são consideradas bem-vindas, ainda que devam atrasar os trabalhos de colheita em fase inicial.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê divulgar nesta terça-feira (25) sua segunda estimativa de safra de café do Brasil para 2021. (Reuters)

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