Agronegócio

Mundial do Queijo do Brasil 2026 projeta R$ 80 milhões em negócios

Evento em São Paulo reunirá 2 mil queijos de 30 países, com destaque para Minas Gerais que deve responder por 35% das inscrições
Mundial do Queijo do Brasil 2026 projeta R$ 80 milhões em negócios
Segundo a organização, queijos de mais de 30 países serão avaliados nos vários concursos do Mundial | Foto: Divulgação Mundial do Queijo

A 4ª edição do Mundial do Queijo do Brasil, que começa nesta quinta-feira (16) e vai até 19 de abril, no Teatro B32, em São Paulo, deverá reunir cerca de 2 mil queijos nos concursos, sendo que desse total, em torno de 35% são de Minas Gerais. O evento, que se consolidou como um dos principais encontros do setor no País, deve movimentar cerca de R$ 80 milhões em negócios diretos e indiretos ao longo dos quatro dias de programação.

Conforme a presidente do Mundial do Queijo no Brasil, Débora Pereira, a expectativa em relação à edição de 2026 é muito favorável. Por ter se tornado uma referência, produtores de queijos e de lácteos do Brasil e do mundo têm se interessado, cada vez mais, pelo Concurso Mundial de Queijos e Produtos Lácteos.

“Nesta edição, cerca de 2 mil queijos vindos de mais de 30 países serão avaliados por aproximadamente 350 jurados nacionais e internacionais durante o concurso. Minas Gerais tem grande representatividade, participando com cerca de 35% dos inscritos. O Mundial tem crescido muito e é uma oportunidade para valorizar e divulgar a diversidade de queijos produzidos”, confirma.

A evolução do concurso técnico, que acontece a cada dois anos no Brasil, é bastante relevante. Na primeira edição, em 2019, foram cerca de 800 produtos inscritos, número que subiu para 1,1 mil na segunda edição, chegou a 1,9 mil na terceira e agora conta com cerca de 2 mil inscrições, o que gera um crescimento de aproximadamente 150% em relação à edição inaugural.

“O concurso é muito importante para os produtores. Quem conquista uma medalha no Mundial tem a vida mudada. Há aumento da demanda, da produção do queijo, valorização e, consequentemente, ganho de qualidade de vida. Assim, além de premiar os melhores queijos, o Mundial é de extrema relevância para o desenvolvimento da cadeira queijeira do País”, explica Débora Pereira.

O Mundial do Queijo conta ainda com o Concurso de Melhor Queijeiro do Brasil, Concurso de Melhor Queijista do Brasil e o Concurso de Melhor Fondue do Brasil. No caso do fondue, as receitas serão avaliadas por critérios como visual, gosto e aroma, consistência, textura e impressão global. A competição também contará com uma categoria especial para a melhor receita com cerveja, além de premiar o segundo e o terceiro colocados com troféus.

“O Concurso Melhor Fondue do Brasil é o grande destaque gastronômico de 2026. O vencedor da melhor receita vai se classificar para a final do Mondial de Fondue de Tartegnin, que acontecerá na Suíça, em 2027”, acrescenta a presidente do evento.

A programação inclui ainda uma ampla grade de palestras, congresso, mesas-redondas e discussões que envolvem o setor. A expectativa é receber cerca de 2,5 mil profissionais do setor nas atividades realizadas dentro do teatro, entre produtores, compradores, chefs, pesquisadores, comerciantes e representantes de empresas ligadas à cadeia láctea. O público em geral deve somar 60 mil pessoas ao longo do evento.

Devido à importância que o Mundial do Queijo Brasil vem conquistando tanto no mercado nacional como internacional, a expectativa é receber delegações de aproximadamente 15 países, como França, Holanda, Suíça, Reino Unido, Itália, Argentina, Polônia e Equador.

Haverá também uma área de exposição e comercialização que deve reunir aproximadamente 200 expositores e produtores, com representantes de quase todos os estados brasileiros e marcas internacionais.

Prêmio Raquel Cattani

A partir desta edição, o Prêmio Raquel Cattani passa a integrar a programação do evento. O prêmio é uma homenagem à produtora de queijos do Mato Grosso, Raquel Cattani, que conquistou medalha de ouro no concurso realizado em 2024, em São Paulo. Meses depois da conquista, ela foi vítima de feminicídio, caso que ganhou repercussão nacional.

A premiação é voltada para o melhor queijo de fazenda produzido por uma mulher com leite da própria unidade. “Nossa intenção é valorizar e reconhecer o trabalho de produtoras rurais e destacar a presença feminina na produção artesanal de queijos no Brasil”, finaliza Débora Pereira.

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