IBGE prevê que safra 2026 alcançará recorde 348,4 milhões de t e será 0,7% maior ante a de 2025
A safra agrícola de 2026 deve totalizar um recorde de 348,4 milhões de toneladas, uma alta de 0,7% em comparação com 2025. O resultado equivale a 2,3 milhões de toneladas a mais.
Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de março, divulgado nesta terça-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em relação ao levantamento de fevereiro, a safra de 2026 será 1,2% maior, 4,3 milhões de toneladas a mais.
Área
A área a ser colhida na safra agrícola de 2026 deve alcançar 83,2 milhões de hectares, 1,6 milhão de hectares a mais que o desempenho de 2025, um aumento de 2,0%, segundo o IBGE. Em relação ao levantamento de fevereiro, houve uma elevação de 265.837 hectares na estimativa da área colhida.
Quanto aos principais produtos, são esperados aumentos na área colhida para as seguintes culturas: de 1,0% na soja; de 3,3% na do milho (aumentos de 10,3% no milho 1ª safra e de 1,6% no milho 2ª safra); e de 7,0% na do sorgo.
Na direção oposta, há projeção de declínios de 6,9% na área do algodão herbáceo; de 10,1% na do arroz em casca; e de 3,3% na do feijão.
Recorde para soja
O País deve colher um novo volume recorde de soja em 2026, de acordo com o IBGE. Em relação a 2025, a colheita de soja deve crescer 4,6%, totalizando 173,7 milhões de toneladas.
“As projeções indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das Unidades da Federação produtoras e pela recuperação parcial da safra gaúcha”, destaca Carlos Barradas, gerente do levantamento do IBGE.
A área de soja deve somar 48,3 milhões de hectares, alta de 1,0%, e o rendimento médio seria de 3.603 kg/ha, crescimento de 3,6% em relação ao ano anterior.
A safra agrícola de 2026 deve totalizar um recorde de 348,4 milhões de toneladas, uma alta de 0,7% em relação a 2025. O resultado equivale a 2,3 milhões de toneladas a mais. Em relação ao levantamento de fevereiro, a safra de 2026 será 1,2% maior, 4,3 milhões de toneladas a mais.
Por ora, são esperados decréscimos na produção de algodão (-11,9%), arroz (-10,4%), milho (-2,4%), sorgo (-0,2%), trigo (-5,7%) e feijão (-2,0%). No milho, haverá crescimento de 13,7% para o milho 1ª safra, mas redução de 6,0% para o milho 2ª safra.
Conteúdo distribuído por Agência Brasil
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