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Participação de mulheres em cargos de diretoria no Brasil aumenta

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Apesar da participação de mulheres em cargos de gerência sênior está acima da média mundial, as empresas brasileiras investem menos em paridade de gênero que a média global.

As mulheres no Brasil ocupam hoje 34% dos cargos de liderança sênior (diretoria executiva) nas empresas, de acordo com a pesquisa mais recente do International Business Report da Grant Thornton, realizada com 4.812 empresas, em 32 países.

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O estudo aponta que o Brasil ocupa a 8° colocação no ranking dos 32 países, que é liderado pela Filipinas (43%), seguido da África do Sul (40%), Polônia (38%) e México (37%).

Acima da média global, que é 29% dos cargos de liderança sênior sendo ocupados por mulheres, o Brasil saltou 9% em relação aos dados de 2019, quando tinha apenas 25% dos cargos sendo ocupados por mulheres.

Para a líder global da Grant Thornton International Ltd, Francesca Lagerberg, políticas que garantam diversidade de pensamento na mesa de tomada de decisão, que atendam a igualdade de oportunidades no desenvolvimento de carreira e preconceito no recrutamento e desenvolvam culturas inclusivas, são uma obrigação.

“Uma vez implementadas, essas políticas devem ser aplicadas e reavaliadas regularmente para avaliar sua eficácia. Quando isso é combinado com o compromisso real da liderança sênior, somente então ocorrerá uma mudança transformacional real”, afirma.

A sócia da Grant Thornton no Brasil, Élica Martins, confirma que o Brasil vem aumentando a participação de suas mulheres em cargos elevados nas empresas, mas ainda precisa melhorar as políticas de incentivo à paridade de gênero.

“Há a necessidade de mais medidas práticas como oferecer treinamentos, criar uma cultura inclusiva e permitindo trabalho com horários flexíveis. Ou seja, medidas práticas dentro das empresas que ajudem a vencer barreiras de gênero e promovam uma cultura inclusiva em todos os âmbitos das empresas, a começar do incentivo das altas lideranças, que precisam estar comprometidas com essa política”, avalia.

Quando o assunto é o cargo específico de diretor-presidente (CEO), novamente o País mostrou avanço com 32% em 2020, contra 27% em 2019 e, muito acima da média global, que está em 20%. Já para o cargo de diretor de operações (COO), houve queda de 21% em 2019, para 16% em 2020, percentual abaixo da média global, que é de 18%.

Nos outros cargos de diretoria, o Brasil apresentou os seguintes percentuais de mulheres ocupando as funções: Diretor Financeiro (CFO) 34% (38% em 2019); Diretor de TI 12% (17% em 2019); Diretor de Recursos Humanos 32% (31% em 2019); Diretor de Marketing 16% (20% em 2019), Controlador 8% (9% em 2019) e Diretor de Vendas 12% (16% em 2019).

Contudo, quando se trata de mulheres em cargos de sociedade (sócias), o Brasil está na retaguarda comparado a média global com apenas 4% das mulheres, mesmo percentual de 2019, ocupam a posição de sócio (Partner), enquanto a média global é de 7%.

Outro tema levantado pela pesquisa são as iniciativas das empresas em remover as barreiras à paridade de gênero em níveis mais seniores. Nesse quesito, o levantamento aponta que as corporações brasileiras fazem menos que a média global.

Para ter uma ideia, quando perguntadas se as empresas brasileiras estão estabelecendo metas ou cotas para o equilíbrio de gênero nos níveis de liderança, apenas 18% das empresas têm essa política, contra 22% na média global, nos outros 31 países pesquisados no estudo.

Outras políticas pesquisadas foram: Vincular a recompensa da alta administração ao progresso nas metas de equilíbrio de gênero, onde o Brasil  aparece com 18%, contra a média Global de 23%; Oferecendo treinamentos, no Brasil 21%, contra a média global de 21%; permitindo trabalho flexível, Brasil 28%, contra média global de 31%; criando uma cultura inclusiva, Brasil 30%, contra a média global de 34%; revendo abordagens de recrutamento, Brasil 20%, contra a média global de 26%; fornecendo orientação e treinamento, 33% Brasil, contra 26% na média global; garantir acesso igual a oportunidades de trabalho de desenvolvimento, no Brasil 35%, contra a média global de 34%.

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