Economia

De acordo com o IBGE, 167,4 milhões de pessoas possuíam celular no Brasil em 2025

Pesquisa Pnad TIC do IBGE revela avanço no acesso à tecnologia, redução de disparidades e desafios remanescentes
Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
De acordo com o IBGE, 167,4 milhões de pessoas possuíam celular no Brasil em 2025
Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

O Brasil alcançou a marca de 167,4 milhões de pessoas de 10 anos ou mais que tinham telefone celular para uso pessoal no quarto trimestre de 2025, o que correspondia a 89,8% da população dessa faixa etária. Nesse contingente, 98,1% tinham acesso à internet por meio do aparelho, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação 2025, a Pnad TIC.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (2), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A presença do aparelho no cotidiano atingiu o maior patamar desde o início da série histórica, em 2016, quando 77,4% da população tinham telefone celular. Em 2025, no entanto, 19,1 milhões de pessoas não tinham o aparelho.

Nas áreas rurais, a expansão foi ainda mais acentuada, passando de 54,6% de pessoas com aparelho celular, em 2016, para 79,3%, em 2025. Nas áreas urbanas, na mesma base de comparação, o patamar passou de 81,2% para 91,1%.

Microcomputador ou tablet no domicílio

Os resultados de 2025 da Pnad TIC indicam, pela primeira vez na série histórica iniciada em 2016, o possível fim do declínio no percentual de domicílios com microcomputador.

No total de 80 milhões domicílios pesquisados, aqueles em que havia o item eletrônico representavam 38,5%, em 2024, e 38,7%, em 2025. Em números absolutos, a quantidade de domicílios com computador caiu de 2016 até 2019, mas desde então está apresentando crescimento e registrou, em 2025, o maior quantitativo da série.

O rendimento médio nos domicílios que contavam somente com tablet (R$ 1.799) era menor do que naqueles em que havia somente microcomputador (R$ 3.015) e alcançou R$ 5.298 nos que possuíam ambos os eletrônicos.

Televisão

Segundo o IBGE, 75,1 milhões de lares (93,9%) tinham aparelho de televisão em 2025 ante 65 milhões (97,2%) em 2016.

A pesquisa mostra uma tendência de queda do percentual e no número de domicílios com televisão que tinham acesso a serviço de TV por assinatura. Em 2016, eram 33,9%, caindo para 24,3% em 2024, até atingir 23,5% em 2025, o menor valor da série.

Em números absolutos, o total de domicílios foi de 17,7 milhões, também o menor valor da série. Em 2025, 220 mil lares a menos contavam com o serviço de assinatura (156 mil nas áreas rurais e 64 mil nas urbanas). Para 26,1% da população, a TV por assinatura é considerada cara e 62,2% dizem não ter interesse no serviço.

Brasil tinha 168 milhões de usuários de internet em 2025

O percentual de usuários da internet no Brasil atingiu a marca de 168,7 milhões no quarto trimestre de 2025 ou 90,5% da população de 10 anos ou mais de idade, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação 2025, a Pnad TIC. Os números indicam continuidade do crescimento desde 2016, mas com redução da diferença de utilização entre residentes em áreas rurais e urbanas.

Essa foi a primeira vez que o patamar de usuários, na média nacional, ultrapassou os 90%. Os dados foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a 2024 (89,2%), houve variação de 1,3 ponto percentual (p.p).

A frequência diária de uso abrange 95,6% da população.

O IBGE informou que, embora a utilização seja menor entre os residentes em áreas rurais, houve uma expansão de 1,9 pp nesse grupo populacional entre 2024 e 2025, enquanto houve uma variação de 1,2 pp no uso entre a população de áreas urbanas. Em relação a 2019, enquanto o percentual cresceu 8,0 pp nas áreas urbanas, a expansão foi de 28,5 pp entre os residentes no campo

Por outro lado, 17,7 milhões de pessoas não utilizaram a rede no período de referência, o que corresponde a 9,5% das pessoas de 10 anos ou mais de idade. Em 2024, eram 10,8% da população (20 milhões de pessoas), e 20,6% no ano de 2019 (36,7 milhões).

Mapa regional

O Centro-Oeste (93,6%) se manteve com a maior proporção de pessoas que utilizaram a internet, seguido pelo Sul (91,7%) e Sudeste (90,9%). O Norte (89,7%) e Nordeste (88,5%) permaneceram com resultados inferiores, mas com uma tendência de redução das disparidades regionais ao longo da série histórica. Entre 2019 a 2024, as regiões Norte e Nordeste tiveram uma elevação do percentual de usuários da internet de 19,9 pp e 18,7 pp, respectivamente.

Rendimento

No País, o rendimento médio mensal real per capita nos domicílios em que havia utilização da internet (R$ 2.312) foi 75,7% maior do que o rendimento nos que não a utilizavam (R$ 1.316).

Três motivos se destacam para que a rede não fosse usada em 4 milhões de casas: nenhum morador sabia usar a internet (36,5%), o serviço era caro (25,9%) e falta de necessidade (25,2%).

Conteúdo distribuído por Agência Estadão

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas