A construção do futuro exige mais do que tecnologia: exige novas lideranças
A construção civil brasileira vive um momento decisivo. Pressionadas por maior produtividade, redução de desperdícios, sustentabilidade e competitividade, as empresas precisam acelerar sua transformação digital. No entanto, a realidade ainda revela um setor que avança em ritmo desigual.
Segundo a Pesquisa Nacional de Maturidade Digital para Incorporadoras e Construtoras, realizada pelo BIM Fórum Brasil em parceria com CBIC, ABDI, Sebrae, Confea e CAU/BR, sete em cada dez construtoras brasileiras ainda operam nos níveis “Tradicional” ou “Iniciante” de maturidade digital. Mais preocupante: apenas 7,7% das empresas alcançaram níveis avançados ou de liderança em transformação digital.
Os números demonstram que o desafio vai muito além da adoção de softwares ou da aquisição de novas tecnologias. Ferramentas como BIM (Building Information Modeling), Lean Construction, inteligência artificial e sistemas digitais já estão disponíveis. O verdadeiro diferencial competitivo está na capacidade de integrá-las aos processos, desenvolver competências e preparar lideranças para conduzir mudanças de forma estruturada.
Os maiores obstáculos à inovação continuam sendo culturais: baixa integração entre áreas, resistência às mudanças, escassez de profissionais qualificados e dificuldade para transformar investimentos em resultados concretos. Em um mercado cada vez mais competitivo, inovar significa revisar processos, adotar uma gestão baseada em dados e construir uma cultura de melhoria contínua.
Essa transformação também fortalece a agenda ESG. O planejamento digital reduz desperdícios de materiais, aumenta a previsibilidade das obras, otimiza recursos naturais e melhora a eficiência operacional. Sustentabilidade e produtividade deixam de competir entre si e passam a caminhar juntas como pilares da competitividade.
É justamente nesse contexto que iniciativas de capacitação ganham relevância estratégica. Mais do que apresentar conceitos, elas aproximam conhecimento técnico das necessidades reais das empresas, acelerando a adoção de práticas que já vêm transformando a construção civil em diversos países.
Com esse propósito, o Sinduscon-MG e o Órbi ICT promovem a Trilha 2 – Eficiência Operacional, segunda etapa do Sinduscon-MG Lab. A formação tem início em 8 de julho, na modalidade presencial em Belo Horizonte, e em 29 de julho, na modalidade on-line, reunindo especialistas em Lean Construction, ESG, BIM e industrialização da construção para apresentar aplicações práticas, estudos de caso e estratégias de implementação. As inscrições já estão abertas, com condições especiais para empresas associadas ao Sinduscon-MG.
Se a competitividade da construção passa pela inovação, o primeiro passo é investir nas pessoas que lideram essa transformação. Empresas que desejam aumentar sua produtividade, reduzir perdas e preparar seus negócios para os desafios da próxima década encontrarão nessa jornada uma oportunidade concreta de transformar conhecimento em vantagem competitiva. Afinal, o futuro da construção não será definido apenas pelas tecnologias disponíveis, mas pela capacidade das organizações de aprender, inovar e agir antes que a mudança deixe de ser uma escolha para se tornar uma exigência do mercado.
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